26/04/2011

Presidente da CPI das Falências denuncia esquema e acusa juízes

Segundo Fábio Camargo, há um grupo que administra as massas falidas no Estado, supostamente ligado a magistrados, que movimenta cerca de R$ 15 bilhões em patrimônio

O deputado Fábio Camargo (PTB) discursou nesta segunda-feira (25) no plenário da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) para apresentar resultados parciais da CPI das Falências, da qual é presidente. Segundo Camargo, há um grupo que administra as massas falidas no Estado, supostamente ligado a magistrados, que movimenta cerca de R$ 15 bilhões em patrimônio. Na quarta-feira (20), o Tribunal de Justiça do Paraná (TJ) concedeu liminar que paralisou os trabalhos da CPI.

Quando o juíz detecta alguma irregularidade no processo de falência ele pode afastar o síndico e nomear outro para ocupar o lugar. O presidente da CPI informou que a consultoria de Marcelo Simão estaria sendo nomeada seguidas vezes e há indícios de irregularidades na forma como as recuperações eram conduzidas.

Além da consultoria, Camargo citou o juiz da 1ª Vara de Fazenda Pública de Curitiba, Marcel Rotoli de Macedo, filho do ex-presidente do TJ, Celso Rotoli de Macedo, e os substitutos Augusto Gluszcszak Júnior e Anderson Fogaça. Sobre Marcel Rotoli de Macedo, Camargo foi ainda mais crítico e o chamou de "maestro de uma organização criminosa".

De acordo com Camargo, um relatório preliminar com o trabalho realizado pela CPI será entregue ao presidente do Tribunal de Justiça, Miguel Kfouri Neto, ao Conselho Nacional de Justiça, à Polícia Federal e à Corregedoria do Tribunal de Justiça.

A Gazeta do Povo está tentando entrar em contato com supostos envolvidos no esquema denunciado pelo deputado Fábio Camargo.

Fonte: Gazeta do Povo (25/04/2011)




Deixe seu comentário

Nome (obrigatório)
E-mail (obrigatório)
Não será divulgado
Cidade (obrigatório) UF (obrigatório)
Site
Seu blog ou página pessoal
Mensagem




 Li e aceito o termo de responsabilidade online
1. Os sites do Sistema Fiep incentivam a prática do debate responsável. São abertos a todo tipo de opinião. Mas não aceitam ofensas. Serão deletados comentários contendo insulto, difamação ou manifestações de ódio e preconceito;
2. São um espaço para troca de idéias, e todo leitor deve se sentir à vontade para expressar a sua. Não serão tolerados ataques pessoais, ameaças, exposição da privacidade alheia, perseguições (cyber-bullying) e qualquer outro tipo de constrangimento;
3. Incentivamos o leitor a tomar responsabilidade pelo teor de seus comentários e pelo impacto por ele causado; informações equivocadas devem ser corrigidas, e mal entendidos, desfeitos;
Defendemos discussões transparentes, mas os sites do Sistema Fiep não se dispõem a servir de plataforma de propaganda ou proselitismo, de qualquer natureza. e
5. Dos leitores, não se cobra que concordem, mas que respeitem e admitam divergências, que acreditamos próprias de qualquer debate de idéias.
   Aceito receber comunicação da Fiep e seus parceiros por e-mail
 
 
Rede de Participação Política
Av. Comendador Franco 1341 | Jardim Botanico | 80210-090 | Fone: 41 3271 7404 | Fax: 41 3271 7424

Nem a Rede de Participação Política, nem as instituições que a apoiam - como a FIEP e a FACIAP - se responsabilizam pelas opiniões políticas emitidas livremente pelos leitores e usuários deste Sistema de Monitoramento e Avaliação dos Eleitos. Entretanto, mensagens grosseiras ou ofensivas serão removidas pelos administradores do Sistema, tão logo forem constatadas. Também não serão admitidas acusações desprovidas de fundamento, sobretudo de caráter pessoal, ou que caracterizem luta política organizada contra um representante eleito, e, ainda, postagens que possam configurar calúnia, injúria ou difamação. Os pesquisadores da UFPR que alimentam o Sistema (clique aqui para ver explicação mais detalhada) não são fontes de notícias, não inventam notícias, nem emitem quaisquer opiniões: apenas recolhem e classificam o que foi publicado em um conjunto restrito de órgãos de imprensa previamente considerados.