20/07/2010

Transmissão TV Senado

Alvaro Dias pede a Sarney que 'não ceda a imposições' e volte a retransmitir discursos pela TV Senado.

O senador Alvaro Dias (PSDB-PR) pediu em discurso, na tarde de quarta-feira (14), que o presidente do Senado, José Sarney, "não ceda a imposições" e anule sua decisão de impedir que a TV Senado retransmita, à noite, a gravação da sessão do Plenário, à tarde. A decisão fora tomada depois que parecer Advocacia do Senado opinou que as sessões "ao vivo" poderiam ser transmitidas pela TV Senado sem ferir a lei eleitoral.

- O apelo que formulo ao presidente Sarney é que não se apequene diante de determinadas imposições. Por que obedecer a esta tentativa de se impor silêncio noturno aos senadores da República? Durante o dia podemos falar; à noite, não podemos. É estranho. Que o presidente Sarney não ceda a esse tipo de imposição - afirmou Alvaro Dias.

O senador paranaense observou que, agindo assim, o presidente do Congresso estaria reduzindo as prerrogativas do Parlamento. Perguntou se as emissoras abertas de televisão que fizerem debates com os candidatos à Presidência da República também ficariam impedidas de retransmitir os debates mais tarde ou em outro dia.

Alvaro Dias discordou "de quem idealizou essa consulta" sobre o que o a TV Senado pode ou não transmitir. "Não podemos afrontar a nossa própria independência com atitudes de submissão. A bem da verdade, na resposta à consulta não há nenhuma imposição em relação a não se reprisar as sessões do Senado", acrescentou.

Aparte

Em aparte, o senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) considerou "um absurdo" a decisão de se impedir a retransmissão, à noite, das sessões do Plenário. Ele também apelou a Sarney para permitir a retransmissão das sessões à noite, "como sempre se fez na TV Senado".

Para Mozarildo, a TV Senado e a Rádio Senado deveriam inclusive "despertar nos ouvintes e nos telespectadores" a importância do voto às vésperas das eleições. O senador de Roraima observou que há receio de que os discursos sejam caracterizados como propaganda eleitoral, mas ele não pode deixar de criticar "a ação nefasta" do governador do seu estado "para tentar se reeleger".

Fonte: Gazeta do Povo (14/07/2010)

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