26/07/2010

Incentivos financeiros as cidades-sede dos jogos da Copa do Mundo

Alvaro Dias disse que há risco de irresponsabilidade fiscal na MP que concede benefícios a cidades-sede da Copa.

O senador Alvaro Dias (PR), vice-líder do PSDB, disse que há um grande risco na Medida Provisória assinada na segunda-feira (19) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que concede incentivos financeiros e aumenta o limite de endividamento das cidades-sede dos jogos da Copa do Mundo de 2014 (MP 496/2010). 

Alvaro Dias foi o presidente da CPI que apurou, em 2003, irregularidades no futebol brasileiro e na entidade que o comanda, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

- O risco é a irresponsabilidade, a gastança desordenada e incompetente. Até hoje a Grécia paga pelos erros cometidos nas Olimpíadas de Atenas, em 2004, quando gastou-se além do que o país suportava, de forma desordenada, e o resultado é um dos componentes da crise que hoje devasta o país, uma bomba de efeito retardado - disse Alvaro Dias.

Para o senador, o aumento no limite de endividamento dos municípios escolhidos constitui um enorme risco e também um privilégio para umas poucas cidades. Alvaro Dias lembra que o endividamento sempre foi um dos dramas do país, e as cidades e estados escolhidos para sediar a Copa do Mundo não poderiam ter um privilégio que não vai ser estendido aos demais. Para ele, a medida provisória também viola a Lei de Responsabilidade Fiscal.

- O que se precisa não é tanto de dinheiro, mas de competência na forma de gastar e administrar - disse, lembrando que boa parte das cidades beneficiadas teve que renegociar suas dívidas há pouco tempo.

Sobre a CBF, o senador Alvaro Dias reafirmou que a entidade continua sub judice, com processo tramitando na justiça por sonegação e fraude fiscal, e que mesmo depois de sete anos não há risco de que os crimes prescrevam, porque estão com a tramitação interrompida até que a Secretaria da Receita Federal conclua inquérito administrativo que será parte da denúncia. O senador lamentou também que não tenha sido possível aprovar projeto oriundo da CPI que limitava o número de reeleições na CBF, nas federações esportivas e nos clubes:

- Infelizmente, esbarramos em limitações constitucionais para aprovar o projeto. São entidades privadas, não poderiam ter essa limitação legal. Minha esperança é que os clubes tomem vergonha e, eles próprios, imponham essas limitações e aprendam o que é autodeterminação e organização moderna, sem tutelas ou esquemas - disse o senador.

Fonte: Agência Senado (20/07/2010)

Deixe seu comentário

Nome (obrigatório)
E-mail (obrigatório)
Não será divulgado
Cidade (obrigatório) UF (obrigatório)
Site
Seu blog ou página pessoal
Mensagem




 Li e aceito o termo de responsabilidade online
1. Os sites do Sistema Fiep incentivam a prática do debate responsável. São abertos a todo tipo de opinião. Mas não aceitam ofensas. Serão deletados comentários contendo insulto, difamação ou manifestações de ódio e preconceito;
2. São um espaço para troca de idéias, e todo leitor deve se sentir à vontade para expressar a sua. Não serão tolerados ataques pessoais, ameaças, exposição da privacidade alheia, perseguições (cyber-bullying) e qualquer outro tipo de constrangimento;
3. Incentivamos o leitor a tomar responsabilidade pelo teor de seus comentários e pelo impacto por ele causado; informações equivocadas devem ser corrigidas, e mal entendidos, desfeitos;
Defendemos discussões transparentes, mas os sites do Sistema Fiep não se dispõem a servir de plataforma de propaganda ou proselitismo, de qualquer natureza. e
5. Dos leitores, não se cobra que concordem, mas que respeitem e admitam divergências, que acreditamos próprias de qualquer debate de idéias.
   Aceito receber comunicação da Fiep e seus parceiros por e-mail
 
 
Rede de Participação Política
Av. Comendador Franco 1341 | Jardim Botanico | 80210-090 | Fone: 41 3271 7404 | Fax: 41 3271 7424

Nem a Rede de Participação Política, nem as instituições que a apoiam - como a FIEP e a FACIAP - se responsabilizam pelas opiniões políticas emitidas livremente pelos leitores e usuários deste Sistema de Monitoramento e Avaliação dos Eleitos. Entretanto, mensagens grosseiras ou ofensivas serão removidas pelos administradores do Sistema, tão logo forem constatadas. Também não serão admitidas acusações desprovidas de fundamento, sobretudo de caráter pessoal, ou que caracterizem luta política organizada contra um representante eleito, e, ainda, postagens que possam configurar calúnia, injúria ou difamação. Os pesquisadores da UFPR que alimentam o Sistema (clique aqui para ver explicação mais detalhada) não são fontes de notícias, não inventam notícias, nem emitem quaisquer opiniões: apenas recolhem e classificam o que foi publicado em um conjunto restrito de órgãos de imprensa previamente considerados.