A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras no Senado deixou de ser instalada nesta quarta-feira (10), numa segunda sessão aberta com esse objetivo. O motivo mais uma vez foi a falta de acordo entre o governo e a oposição.
Apenas três senadores da oposição estiveram presentes, o que configurou falta de quórum. São necessárias pelo menos seis presenças para que a comissão tenha seus trabalhos instalados.
O senador Paulo Duque (PMDB-RJ) abriu a sessão de instalação às 14h30, mas, logo depois, limitou-se a conceder a palavra aos senadores da oposição presentes: Antonio Carlos Magalhães Júnior (DEM-BA), Álvaro Dias (PSDB-PR) e Sérgio Guerra (PSDB-PE).
Também compareceram os líderes do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM) e do DEM, Agripino Maia (RN). Eles, no entanto, não fazem parte da CPI.
Dias, que é autor do requerimento de criação da CPI, disse que o adiamento do início dos trabalhos é prejudicial ao governo. "Essa protelação demonstra que deve haver fatos mais graves, escândalo maior do que os colocados no requerimento."
Ele acrescentou que, se até a semana que vem a CPI não for instalada, a oposição deverá criar "consequências jurídicas" para pedir uma investigação dos atos da Petrobras ao Ministério Público Federal.
Já o senador Sergio Guerra criticou a atitude dos governistas, por não comparecerem à sessão, e disse que o "excesso de indicações políticas" na estatal deve ser investigado. "Essa ocupação [política da Petrobras] é dramática para o país", disse o senador.
Fonte: Jornal do Estado (10/06/2009)
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