A Assembleia Legislativa pode ter apenas mais duas semanas de trabalho até a eleição de 3 de outubro.
A previsão foi feita pelo presidente em exercício da Casa, deputado Antonio Anibelli (PMDB). Segundo ele, o
Legislativo deve suspender as sessões na Semana da Pátria, que terá o feriado de 7 de setembro caindo
em uma terça-feira. E deve realizar votações na semana seguinte. Anibelli avaliou que nas duas semanas
seguintes, que antecedem a eleição, dificilmente haverá quórum para votar qualquer matéria.
"Se precisar, vamos votar", garantiu, afirmando porém que "pela experiência", é pouco provável
que isso aconteça.
Desde o início da campanha, em agosto, após o recesso de julho, os deputados
estaduais já reduziram drasticamente o ritmo do trabalho. As sessões das quartas-feiras, que normalmente aconteciam
no período da tarde, foram antecipadas para a manhã. As das quintas-feiras pela manhã, que vinham sendo
antecipada para as quartas-feiras à tarde, foram definitivamente suspensas. Na prática, hoje a semana de trabalho
dos deputados no plenário se restringem a dois dias e meio, limitando-se às segundas e terças à
tarde e quarta-feira pela manhã.
Mesmo nessas, tem sido difícil reunir o número mínimo
de presentes para votar. Na semana passada, a sessão de terça-feira caiu por falta de quórum, já
que apenas 19 dos 54 deputados estavam presentes. Dos 54 deputados, apenas sete não concorrem à reeleição,
sendo que destes, três disputam outros cargos. Até agora nenhum parlamentar manifestou intenção
de se licenciar do cargo para se dedicar a campanha.
No início de agosto, após o recesso, os deputados
descartaram promover um "recesso branco" por conta da campanha eleitoral. A própria Mesa Executiva, porém, confirmou
que em virtude da campanha, a Casa seria obrigado a adotar um esquema de "esforço concentrado" e antecipação
das sessõespara liberar os parlamentares mais cedo para a campanha. Na ocasião, o presidente da Assembleia,
deputado Nelson Justus (DEM), admitiu que poderia rever o esquema, reduzindo ainda mais as votações, em setembro,
quando a eleição estivesse mais próxima.
Justus chegou a fazer um apelo para que os parlamentares
não faltassem as sessões nesse período. Mas logo na primeira quarta-feira de agosto, a sessão
caiu por falta de quórum, já que só 22 deputados apareceram no plenário.
Fonte: Jornal do Estado (24/08/2010)
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