10/01/2011

Disputa na Assembléia ainda pode ter surpresas.

Aliados do governo insatisfeitos com composição ameaçam montar chapa alternativa para eleição da Mesa.


A eleição para a Mesa Executiva da Assembleia Legislativa, marcada para 1º de fevereiro próximo, e que já vinha sendo dada como decidida, pode trazer surpresas inesperadas para o governo Beto Richa. Fontes do Jornal do Estado informaram que um grupo de parlamentares insatisfeitos com a composição formada em torno do presidente estadual do PSDB e candidato único do governo à presidência da Casa, deputado Valdir Rossoni, estaria se preparando para montar uma chapa alternativa e ir para a disputa.

O "porta-voz" do grupo seria o deputado estadual e ex-secretário do Trabalho, Nelson Garcia (PSDB). Ele já teria inclusive comunicado pessoalmente ao governador Beto Richa a intenção de articular uma nova chapa. Por trás da iniciativa estaria a insatisfação de aliados do governo com os rumos dados à eleição para o comando do Legislativo, entre eles, o ex-presidente da Assembleia e atual presidente do Tribunal de Contas, Hermas Brandão.

Desafeto de Rossoni desde que foi impedido de ser candidato a vice-governador na chapa de Roberto Requião (PMDB) na eleição de 2006, Brandão apoiava a candidatura do deputado Durval Amaral (DEM) à presidência da Casa. Amaral saiu da disputa a pedido do governador, e em troca foi nomeado chefe da Casa Civil.

O presidente do TC também teria ficado contrariado com a nomeação do ex-líder do governo Requião, deputado Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), como secretário do Trabalho. O grupo reuniria ainda outros insatisfeitos com a chapa montada por Rossoni, o que incluiria parlamentares da bancada do PMDB e de outros partidos da base governista.

Além do dirigente tucano, a chapa única articulada até agora inclui os deputados Artagão Jr (PMDB) como 1º vice-presidente; Augustinho Zucchi (PDT) como 2º vice; Douglas Fabrício (PPS) como 3º vice; Plauto Miró Guimarães (DEM) como 1º secretário; Reni Pereira (PSB) na 2ª secretaria; Stephanes Júnior (PMDB) na 3ª secretaria; Ney Leprevost (PP) na 4ª secretaria; e Fábio Camargo (PTB), na 5ª secretaria. O acordo incluiria ainda a indicação do atual presidente da Assembleia, deputado Nelson Justus (DEM), para a presidência da Comissão de Constituição e Justiça, a mais importante da Casa.

Destaque - A eleição para o comando da Assembleia nesta nova Legislatura adquiriu ainda mais destaque político em virtude da crise vivida pela Casa no ano passado. Denúncias de desvio de salários de funcionários "fantasmas" derrubaram diretores do Legislativo, entre eles o ex-diretor-geral Abib Miguel, acusado pelo Ministério Público de comandar um esquema que teria provocado um rombo de mais de R$ 100 milhões nos cofres do órgão. As denúncias levaram a direção da Casa a promover uma série de mudanças internas nas regras para contratação de pessoal, como a redução do número de cargos por gabinetes, entre outras.

Candidato único da futura base governista até agora, Rossoni tem prometido avançar nas medidas de transparência e nas mudanças administrativas, sem entretanto, dar detalhes de seus planos. Outras medidas reivindicadas por setores da Casa, entre eles a bancada do PT, como o fim da reeleição para a Mesa Executiva na mesma Legislatura.


Fonte: Jornal do Estado (06/01/2011)


Deixe seu comentário

Nome (obrigatório)
E-mail (obrigatório)
Não será divulgado
Cidade (obrigatório) UF (obrigatório)
Site
Seu blog ou página pessoal
Mensagem




 Li e aceito o termo de responsabilidade online
1. Os sites do Sistema Fiep incentivam a prática do debate responsável. São abertos a todo tipo de opinião. Mas não aceitam ofensas. Serão deletados comentários contendo insulto, difamação ou manifestações de ódio e preconceito;
2. São um espaço para troca de idéias, e todo leitor deve se sentir à vontade para expressar a sua. Não serão tolerados ataques pessoais, ameaças, exposição da privacidade alheia, perseguições (cyber-bullying) e qualquer outro tipo de constrangimento;
3. Incentivamos o leitor a tomar responsabilidade pelo teor de seus comentários e pelo impacto por ele causado; informações equivocadas devem ser corrigidas, e mal entendidos, desfeitos;
Defendemos discussões transparentes, mas os sites do Sistema Fiep não se dispõem a servir de plataforma de propaganda ou proselitismo, de qualquer natureza. e
5. Dos leitores, não se cobra que concordem, mas que respeitem e admitam divergências, que acreditamos próprias de qualquer debate de idéias.
   Aceito receber comunicação da Fiep e seus parceiros por e-mail
 
 
Rede de Participação Política
Av. Comendador Franco 1341 | Jardim Botanico | 80210-090 | Fone: 41 3271 7404 | Fax: 41 3271 7424

Nem a Rede de Participação Política, nem as instituições que a apoiam - como a FIEP e a FACIAP - se responsabilizam pelas opiniões políticas emitidas livremente pelos leitores e usuários deste Sistema de Monitoramento e Avaliação dos Eleitos. Entretanto, mensagens grosseiras ou ofensivas serão removidas pelos administradores do Sistema, tão logo forem constatadas. Também não serão admitidas acusações desprovidas de fundamento, sobretudo de caráter pessoal, ou que caracterizem luta política organizada contra um representante eleito, e, ainda, postagens que possam configurar calúnia, injúria ou difamação. Os pesquisadores da UFPR que alimentam o Sistema (clique aqui para ver explicação mais detalhada) não são fontes de notícias, não inventam notícias, nem emitem quaisquer opiniões: apenas recolhem e classificam o que foi publicado em um conjunto restrito de órgãos de imprensa previamente considerados.