Com essa frase, em entrevista coletiva concedida na noite
de quinta-feira, após sua posse, o governador Orlando Pessuti (PMDB) revelou que pretende realizar ajustes em sua equipe
além das 15 substituições será obrigado a fazer por conta de secretários e presidentes
e diretores de empresas e autarquias que deixaram o cargo para se desincompatibilizar para a disputa das eleições
de outubro.
Pessuti disse, no entanto, que não pretende exonerar ninguém, mas sim remanejar algumas posições.
Pessuti também adiantou que trocará o líder do governo na Assembleia. "Nada que possa assombrar quem fez parte do governo Requião. Vou remanejar, trazer gente de autarquias para secretarias,
levar de secretaria para empresas, mas vou manter todos, não quero perder nenhum companheiro. Conto com essa equipe",
disse Pessuti, informando que, nestes primeiros dias de governo tratará de ocupar os 15 cargos vagos e, até
o próximo dia 12 pretende concluir todos os ajustes que visa realizar. Uma das pastas onde cogita fazer alteração é a da Segurança Pública. Pessuti prometeu
enfrentar duramente esse problema, que elegeu como um dos principais para sua gestão, já anunciou a autorização
para a contratação de mais 500 policiais militares e a realização de estudos para a criação
de um novo batalhão na região Norte do Estado e não garantiu a permanência do secretário
Luiz Fernando Delazari na pasta. "É um dos casos que vamos avaliar. Até já conversei com alguns companheiros,
que já concordaram com o remanejamento", comentou. Delazari teve que pedir exoneração do Ministério Público em 2007 para se manter como secretário
e era nome certo como pré-candidato a deputado federal, mas não se desligou do governo até ontem e o
período para desincompatibilização encerra-se hoje, um sábado, dia em que não é
editado Diário Oficial. O secretário de Segurança também foi cogitado como nome para a suplência
de Requião caso o ex-governador se eleja senador. Uma mudança certa, e que também pretende anunciar até o dia 12, é na liderança do governo
na Assembleia. Entusiasta do apoio do PMDB à candidatura do ex-prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB) ao governo do
Estado, o líder do governo Requião, deputado Luiz Cláudio Romanelli (PMDB) não será mantido
na função por Pessuti, pré-candidato à reeleição. O ex-chefe da Casa Civil, Caíto Quintana (PMDB) é o nome mais cotado para a tarefa, já tendo sido,
até, convidado por Pessuti. Nereu Moura (PMDB) seria a segunda opção. Fonte: Paraná-Online (03/04/2010)
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