Reformas - 27/03/2010

Empregabilidade polariza discussão sobre novo valor do mínimo regional

A terceira discussão sobre novo valor do mínimo regional, que pode passar das atuais variações de R$ 605,52 a R$ 629,45 para R$ 663,00 a R$ 765,00, aconteceu na manhã desta quinta-feira (25) na cidade de Maringá.

De um lado, os empresários que temem não ter condições para arcar com novo valor e, do outro, os trabalhadores que defendem o reajuste. A matéria deve entrar na pauta de votações da Assembleia Legislativa já na próxima semana. À tarde, os deputados se reúnem na Câmara Municipal de Londrina para a última audiência.

O líder do governo, Luiz Cláudio Romanelli (PMDB) afirmou que todas as emendas e propostas coletadas no interior serão analisadas por ele, que deve relatar a matéria. Aliás, ele antecipou a possibilidade da transformação do plenário em Comissão Geral para que cada uma das emendas possam ser debatidas antes de serem votadas pelos deputados. Ele também defende o novo mínimo e alega que o setor empresarial está alavancando e, que, por isso, há condições para pagar o valor proposto pelo governo Requião.

Dentre uma das emendas há a que pretende garantir aos trabalhadores seguro-desemprego no valor do mínimo regional, ao invés do valor praticado em todo País. O deputado Reni Pereira (PSB), que propôs a emenda, justificou que isso seria uma garantia aos trabalhadores. Para ele, as audiências representam um avanço e trarão saldos positivos ao debate.

A deputada Cida Borgheti (PP), uma das representantes da Região em Maringá, disse que a bancada de deputados de lá irá analisar a proposta e podem apresentar emendas que atendam a anseios da população da Região Norte.

Participaram da audiência pública, o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Durval Amaral (DEM); o líder do governo, Luiz Cláudio Romanelli (PMDB) e os deputados Reni Pereira (PSB); Cida Borgheti (PP); Wilson Quinteiro (PSB); Luiz Nishimori (PSDB) e Dr. Batista (PMN). A audiência ainda contou com a participação de representantes da Força Sindical, da Central Única dos Trabalhadores (CUT), da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde, da Central Geral dos Trabalhadores e do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes).

Fonte: ALEP (25/03/2010)


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