15/06/2010

Douglas Fabricio é a favor do afastamento da mesa diretora

Cerca de 2,5 mil pessoas se reuniram na noite desta terça-feira, na Boca Maldita no centro de Curitiba (PR), para pedir o afastamento do presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Nelson Justus (DEM), e do primeiro-secretário, Alexandre Curi (PMDB).

Durante o protesto, convocado pela Ordem dos Advogados do Brasil seccional Paraná, os manifestantes protestaram contra as denúncias de atos secretos e contratação de funcionários fantasmas no Legislativo paranaense. Quatro ex-servidores foram presos. Segundo o Ministério Público Estadual, foram desviados R$ 100 milhões dos cofres públicos.

"Vemos com preocupação a situação do legislativo estadual, mas com otimismo o movimento em que a população vai à rua para dar um basta na impunidade e falta de ética. É assim que veremos a pauta política ser definida pela sociedade e não por aqueles que acreditam que o voto libera a corrupção", disse o presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante.

A manifestação reuniu representantes das mais diversas entidades, como as centrais sindicais, o movimento estudantil e a Federação das Indústrias e do Comércio. "Os 50 gatos pingados, que foram ironizados pelos deputados, hoje viraram milhares. O escândalo é tão grande que mobilizou até entidades que não costumam vir às ruas", disse o presidente da União Paranaense dos Estudantes (UPE), Paulo Moreira. A entidade iniciou, há dois meses, o movimento Caça-fantasmas, que cobrava punição aos responsáveis pelos crimes na Assembleia.

Sete dos 54 deputados estaduais paranaenses se manifestaram favoráveis ao afastamento da mesa diretora: Tadeu Veneri (PT), Douglas Fabrício, Marcelo Rangel, Felipe Lucas (todos do PPS), Neivo Beraldin (PDT), Ney Leprevost (PP) e Luiz Eduardo Cheida (PMDB).

Durante a mobilização ocorreram discursos dos representantes das várias entidades, apresentações musicais e distribuição de bandeiras e adesivos. "Vim aqui cobrar Justiça. Pago meus impostos corretamente, não posso aceitar que meu dinheiro seja desviado", disse a aposentada Cláudia Ferrer, 51 anos. "Acho que o Paraná está dando exemplo para o Brasil. Atos como esse devem acontecer em vários outros Estados", afirmou.


Deixe seu comentário

Nome (obrigatório)
E-mail (obrigatório)
Não será divulgado
Cidade (obrigatório) UF (obrigatório)
Site
Seu blog ou página pessoal
Mensagem




 Li e aceito o termo de responsabilidade online
1. Os sites do Sistema Fiep incentivam a prática do debate responsável. São abertos a todo tipo de opinião. Mas não aceitam ofensas. Serão deletados comentários contendo insulto, difamação ou manifestações de ódio e preconceito;
2. São um espaço para troca de idéias, e todo leitor deve se sentir à vontade para expressar a sua. Não serão tolerados ataques pessoais, ameaças, exposição da privacidade alheia, perseguições (cyber-bullying) e qualquer outro tipo de constrangimento;
3. Incentivamos o leitor a tomar responsabilidade pelo teor de seus comentários e pelo impacto por ele causado; informações equivocadas devem ser corrigidas, e mal entendidos, desfeitos;
Defendemos discussões transparentes, mas os sites do Sistema Fiep não se dispõem a servir de plataforma de propaganda ou proselitismo, de qualquer natureza. e
5. Dos leitores, não se cobra que concordem, mas que respeitem e admitam divergências, que acreditamos próprias de qualquer debate de idéias.
   Aceito receber comunicação da Fiep e seus parceiros por e-mail
 
 
Rede de Participação Política
Av. Comendador Franco 1341 | Jardim Botanico | 80210-090 | Fone: 41 3271 7404 | Fax: 41 3271 7424

Nem a Rede de Participação Política, nem as instituições que a apoiam - como a FIEP e a FACIAP - se responsabilizam pelas opiniões políticas emitidas livremente pelos leitores e usuários deste Sistema de Monitoramento e Avaliação dos Eleitos. Entretanto, mensagens grosseiras ou ofensivas serão removidas pelos administradores do Sistema, tão logo forem constatadas. Também não serão admitidas acusações desprovidas de fundamento, sobretudo de caráter pessoal, ou que caracterizem luta política organizada contra um representante eleito, e, ainda, postagens que possam configurar calúnia, injúria ou difamação. Os pesquisadores da UFPR que alimentam o Sistema (clique aqui para ver explicação mais detalhada) não são fontes de notícias, não inventam notícias, nem emitem quaisquer opiniões: apenas recolhem e classificam o que foi publicado em um conjunto restrito de órgãos de imprensa previamente considerados.