O deputado federal Dr. Rosinha (PT-PR) defendeu ontem que as investigações em curso realizadas pelo Ministério Público e pela Polícia Federal sobre atos de corrupção na Assembleia Legislativa do Paraná (AL) se estendam ao Tribunal de Contas (TC) do Paraná e aos ex-presidentes do poder Legislativo.
"Como órgão auxiliar do poder Legislativo, o Tribunal de Contas do Paraná também precisa ser investigado", avalia Dr. Rosinha. "As mesmas suspeitas que recaem sobre o conjunto da Assembleia se aplicam ao TC".
Rosinha declarou ainda que os deputados que presidiram a AL nas últimas décadas também devem ser alvo de investigação. "Já está claro que os esquemas de contratação de fantasmas e desvios de recursos não são uma prática recente. Pelo contrário, vêm de longe", afirma o deputado federal. "As investigações não podem ficar restritas ao segundo escalão, e não podem poupar as gestões passadas".
Autor do pedido de entrada da Polícia Federal nas investigações, o deputado Rosinha, que há quase dois meses defende o afastamento de toda a Mesa Diretora da AL, cobra agilidade do judiciário na análise das ações já propostas pelo Ministério Público.
"Já faz tempo que Nelson Justus e o restante da Mesa perderam todas as condições morais
para dirigir a Assembleia do Paraná", diz ele. "O Ministério Público começou a demonstrar agilidade
em seu trabalho. Esperamos que o poder Judiciário faça o mesmo, e julgue as ações com rapidez".
Em
pronunciamento na Câmara dos Deputados, o parlamentar petista já chegou a afirmar que uma "verdadeira máfia
saqueou os cofres públicos" do Legislativo estadual.
Na última quarta-feira, a Promotoria de Proteção ao Patrimônio Público protocolou ação cautelar em que pede o afastamento de Nelson Justus (DEM) e de Alexandre Curi (PMDB) dos cargos de presidente e primeiro-secretário da Assembleia, respectivamente.
Além disso, uma ação civil pública cobra a condenação de Justus,
Curi e outras quatro pessoas por improbidade administrativa. O MP pede ainda o bloqueio de R$ 20 milhões em bens de
Justus e Curi.
Desde meados de abril, Dr. Rosinha defende a renúncia coletiva de todos os membros da Mesa Executiva
da Assembleia, além da proibição da reeleição para os cargos da Mesa.
Fonte: Paraná-Online (05/06/10)
Nem a Rede de Participação Política, nem as instituições que a apoiam - como a FIEP e a FACIAP - se responsabilizam pelas opiniões políticas emitidas livremente pelos leitores e usuários deste Sistema de Monitoramento e Avaliação dos Eleitos. Entretanto, mensagens grosseiras ou ofensivas serão removidas pelos administradores do Sistema, tão logo forem constatadas. Também não serão admitidas acusações desprovidas de fundamento, sobretudo de caráter pessoal, ou que caracterizem luta política organizada contra um representante eleito, e, ainda, postagens que possam configurar calúnia, injúria ou difamação. Os pesquisadores da UFPR que alimentam o Sistema (clique aqui para ver explicação mais detalhada) não são fontes de notícias, não inventam notícias, nem emitem quaisquer opiniões: apenas recolhem e classificam o que foi publicado em um conjunto restrito de órgãos de imprensa previamente considerados.
Envie para um amigo