Depois de presidir a Assembleia nos últimos quatro anos, enfrentando a maior crise da história do Legislativo
estadual, o deputado Nelson Justus (DEM) confirmou ontem que ainda mantém grande influência dentro da Casa. Justus
foi o escolhido para presidir a Comissão de Constituição e Justiça - a mais importante da Assembleia
- responsável pela análise de praticamente todos os projetos que tramitam pelo parlamento paranaense.
A
indicação, na verdade, já estava acertada desde as negociações que levaram o deputado Valdir
Rossoni (PSDB) à Presidência da Assembleia. O DEM foi um dos primeiros partidos a declarar apoio a Rossoni, depois
que o deputado Durval Amaral (DEM) saiu da disputa, após ser nomeado chefe da Casa Civil pelo governador Beto Richa
(PSDB). Em troca, os Democratas exigiram manter o comando da CCJ, e indicaram Justus.
O deputado do DEM presidiu a
Assembleia até janeiro último, cargo que ocupava desde 2007. Em 2010, sua administração foi seriamente
abalada pela série de denúncias publicadas pela RPC/Gazeta do Povo, revelando contratações de
funcionários “fantasmas” através de atos secretos. Justus sempre negou responsabilidade nas irregularidades,
atribuindo os problemas ao grupo do ex-diretor geral, Abib Miguel, o “Bibinho”, que ocupava o cargo há
mais de 30 anos.
O líder da bancada do governo Beto Richa na Assembleia, deputado Ademar Traiano (PSDB), alegou
que a escolha dos presidentes das comissões foi feita por acordo de lideranças. “Nós fizemos um
acordo partidário. Nenhum partido ficará mercê. Todos foram atendidos”, disse.
Oficialmente,
os nomes dos parlamentares que devem comandar as comissões permanentes da Assembleia só serão confirmados
hoje pelos líderes partidários. Mas na maioria delas, o presidente já está definido, por acordo.
O deputado Nereu Moura (PMDB), por exemplo, manteve a presidência da comissão de Orçamento, uma reivindicação
da bancada do PMDB, a maior da Assembleia, com 13 deputados. Os peemedebistas também emplacaram Ademir Bier na Comissão
de Finanças e devem manter o comando da Comissão de Meio Ambiente nas mãos de Luiz Eduardo Cheida. O
ex-secretário do Meio Ambiente do governo Requião, Rasca Rodrigues (PV), afirmou que vai para a disputa, mas
a avaliação é de que ele dificilmente terá chances de reverter a indicação.
A
Comissão de Segurança Pública deve ficar com o tucano Mauro Moraes. O PSDB garantiu ainda a presidência
da Comissão de Direito da Mulher, Criança, Adolescente e Idoso para a deputada Rose Litro (PSDB).
Ney Leprevost (PP) deve ficar com o comando da comissão de Esportes e o seu colega de bancada, Duílio
Genari, será reconduzido à presidência da comissão de Tomada de Contas.
O deputado Hermas Brandão
Jr (PSB) ficou com o comando da comissão de Agricultura da Assembleia, Osmar Bertoldi (DEM) com a de Educação,
o petista Péricles de Mello com a comissão de Cultura, André Bueno (PDT) ficou com a de Indústria,
Comércio e Turismo, e Leonaldo Paranhos (PSC) com a Defesa do Consumidor. O deputado Dr. Batista (PMN) vai presidir
a comissão de Saúde e Marcelo Rangel (PPS) a de Obras Públicas, Transportes e Comunicação.
QUINHÃO
Os
deputados que devem presidir as comissões da AL*
Constituição e Justiça - Nelson Justus (DEM)
Finanças
- Ademir Bier (PMDB)
Orçamento - Nereu Moura (PMDB)
Agricultura - Hermas Brandão Jr (PSB)
Obras Públicas,
Transportes e Comunicação - Marcelo Rangel (PPS)
Segurança Pública - Mauro Moraes (PSDB)
Saúde
- Dr Batista (PMN)
Defesa do Consumidor - Paranhos (PSC)
Direitos da Mulher, Criança, Adolescente e Idoso - Rose
Litro (PSDB)
Educação - Osmar Bertoldi (DEM)
Cultura - Péricles de Melo (PT)
Ciência e
Tecnologia - Pastor Praczyk (PRB)
Mercosul - Professor Lemos (PT)
Direitos Humanos - Tadeu Veneri (PT)
Esporte -
Ney Leprevost (PP)
Tomada de Contas - Duílio Genari (PP)
Meio Ambiente - Luiz Eduardo Cheida (PMDB)
Indústria
e Comércio - André Bueno (PDT)
* Sujeito a confirmação oficial de acordo de lideranças
das bancadas.
Fonte: Bem Paraná (15/02/2011)
Nem a Rede de Participação Política, nem as instituições que a apoiam - como a FIEP e a FACIAP - se responsabilizam pelas opiniões políticas emitidas livremente pelos leitores e usuários deste Sistema de Monitoramento e Avaliação dos Eleitos. Entretanto, mensagens grosseiras ou ofensivas serão removidas pelos administradores do Sistema, tão logo forem constatadas. Também não serão admitidas acusações desprovidas de fundamento, sobretudo de caráter pessoal, ou que caracterizem luta política organizada contra um representante eleito, e, ainda, postagens que possam configurar calúnia, injúria ou difamação. Os pesquisadores da UFPR que alimentam o Sistema (clique aqui para ver explicação mais detalhada) não são fontes de notícias, não inventam notícias, nem emitem quaisquer opiniões: apenas recolhem e classificam o que foi publicado em um conjunto restrito de órgãos de imprensa previamente considerados.
Envie para um amigo