13/12/2010

Defensoria Pública fica para o próximo ano

A votação do projeto em plenário foi resultado de um acordo entre as lideranças do atual e do futuro governo e do bloco de oposição, que combinaram de submeter o projeto à primeira votação e retirá-lo de pauta até o próximo ano.

Após dois meses de polêmica, o projeto que regulamenta a Defensoria Pública do Paraná vai entrar na ordem do dia da Assembleia Legislativa na próxima segunda-feira, 13.

A votação do projeto em plenário foi resultado de um acordo entre as lideranças do atual e do futuro governo e do bloco de oposição, que combinaram de submeter o projeto à primeira votação e retirá-lo de pauta até o próximo ano.

Ontem, a Comissão de Finanças aprovou o parecer favorável do relator, Edson Strapasson (PMDB), à mensagem do governo. Ao mesmo tempo, a Comissão também atendeu a um pedido de diligências apresentado pelo líder da bancada de oposição Elio Rusch (DEM), que havia pedido vistas sobre a matéria na semana passada.

Na negociação, ficou acertado que o projeto será aprovado em primeira discussão e, em seguida, ficará à espera das informações requeridas por Rusch no pedido de diligências.

Como o recesso legislativo começa na próxima quinta-feira, 16, não haverá tempo para que o projeto seja votado em segunda discussão. O líder do futuro governo, Ademar Traiano (PSDB), disse que em 2011, o novo governador, Beto Richa (PSDB), poderá encaminhar um substitutivo ao projeto formulado pelo governador Orlando Pessuti (PMDB) para adequá-lo ao seu programa.

Rusch disse que necessita de informações da Secretaria da Justiça sobre os prazos que o governo idealizou para organizar gradativamente a Defensoria. A estruturação da instituição por etapas foi um dos argumentos dos governistas para defender a aprovação imediata do projeto, já que a equipe de transição do governador eleito queria barrar a votação alegando que não haverá recursos para cobrir os custos da implantação.

O projeto estabelece a obrigatoriedade da realização de concurso público para a contratação dos defensores públicos. Apesar do acordo entre as lideranças do atual governo e do próximo, um dos deputados empenhados na votação da matéria ainda este ano, Tadeu Veneri (PT), apresentou requerimento para que o projeto seja incluído na ordem do dia da próxima segunda-feira.

Veneri invocou o pedido de urgência constitucional feito pelo governador Orlando Pessuti (PMDB) quando encaminhou o projeto à Assembleia Legislativa. Pessuti se serviu do artigo 66 da Constituição Estadual, que concede ao governador a prerrogativa de pedir urgência para a votação das matérias que encaminha.

Rusch reclamou sobre o pedido apresentado por Veneri. "O deputado não precisava ter feito isso porque houve um acordo entre as lideranças para votar o projeto. Não havia necessidade desse requerimento", protestou.

Mas Veneri disse que preferia garantir, oficialmente, que a proposta seja incluída na pauta de votações. "Nós já avançamos bastante com esse projeto que, a princípio, correu o risco de nem sair da Comissão de Constituição e Justiça. Agora, estamos a um passo da primeira votação. Não podemos correr riscos. Se o acordo ser desfeito, o projeto é arquivado e temos que começar tudo do zero", disse Veneri.

Fonte: Paraná-Online (09/12/2010)

Deixe seu comentário

Nome (obrigatório)
E-mail (obrigatório)
Não será divulgado
Cidade (obrigatório) UF (obrigatório)
Site
Seu blog ou página pessoal
Mensagem




 Li e aceito o termo de responsabilidade online
1. Os sites do Sistema Fiep incentivam a prática do debate responsável. São abertos a todo tipo de opinião. Mas não aceitam ofensas. Serão deletados comentários contendo insulto, difamação ou manifestações de ódio e preconceito;
2. São um espaço para troca de idéias, e todo leitor deve se sentir à vontade para expressar a sua. Não serão tolerados ataques pessoais, ameaças, exposição da privacidade alheia, perseguições (cyber-bullying) e qualquer outro tipo de constrangimento;
3. Incentivamos o leitor a tomar responsabilidade pelo teor de seus comentários e pelo impacto por ele causado; informações equivocadas devem ser corrigidas, e mal entendidos, desfeitos;
Defendemos discussões transparentes, mas os sites do Sistema Fiep não se dispõem a servir de plataforma de propaganda ou proselitismo, de qualquer natureza. e
5. Dos leitores, não se cobra que concordem, mas que respeitem e admitam divergências, que acreditamos próprias de qualquer debate de idéias.
   Aceito receber comunicação da Fiep e seus parceiros por e-mail
 
 
Rede de Participação Política
Av. Comendador Franco 1341 | Jardim Botanico | 80210-090 | Fone: 41 3271 7404 | Fax: 41 3271 7424

Nem a Rede de Participação Política, nem as instituições que a apoiam - como a FIEP e a FACIAP - se responsabilizam pelas opiniões políticas emitidas livremente pelos leitores e usuários deste Sistema de Monitoramento e Avaliação dos Eleitos. Entretanto, mensagens grosseiras ou ofensivas serão removidas pelos administradores do Sistema, tão logo forem constatadas. Também não serão admitidas acusações desprovidas de fundamento, sobretudo de caráter pessoal, ou que caracterizem luta política organizada contra um representante eleito, e, ainda, postagens que possam configurar calúnia, injúria ou difamação. Os pesquisadores da UFPR que alimentam o Sistema (clique aqui para ver explicação mais detalhada) não são fontes de notícias, não inventam notícias, nem emitem quaisquer opiniões: apenas recolhem e classificam o que foi publicado em um conjunto restrito de órgãos de imprensa previamente considerados.