O senador Alvaro Dias (PSDB-PR) cobrou, publicamente, ontem, em discurso no Senado Federal, a apuração das denúncias que envolvem a Assembleia Legislativa do Paraná. E defendeu que a investigação não recaia apenas sobre servidores públicos, mas principalmente sobre políticos eleitos.
Ele pediu ainda celeridade na apuração do caso para que os culpados sejam conhecidos antes da eleição de outubro, quando serão escolhidos os deputados estaduais e federais para a próxima legislatura (2011-2014). Mais que os gafanhotos - esquema de apropriação de salários de funcionários da Assembleia por parlamentares, divulgado em 2008 - diz Alvaro, seria importante identificar os "criadores dos insetos".
Correção: Strapasson nega parentesco; irmã de Ilkiv é que foi nomeada
Na reportagem sobre as contratações em larga escala da Assembleia, publicada ontem na série Diários Secretos, o texto indicou erroneamente que Zenita Maria Ilkiv, contratada para o gabinete da Administração em 2007, seria mãe do deputado Pedro Ivo Ilkiv (PT). Na verdade, ela é irmã do deputado. Já o deputado estadual Edson Strapasson (PMDB) disse que não tem parentesco com Elcio Antonio Strapasson, Everton Seccon Strapasson e José Renato Strapasson, nomeados também para a Administração em 2007, como a reportagem havia mencionado.
Para o senador, somente uma atuação forte do Ministério Público é capaz de punir os criminosos que embolsaram dinheiro público. "A presença do Ministério Público Federal garantiria insuspeição nos trabalhos", aponta. A justificativa para o ingresso do MPF nas investigações seria a existência de indícios de crimes federais, como sonegação fiscal. Alvaro preferiu comentar sobre o mal que a corrupção causa à sociedade. "O escândalo de hoje faz cair no esquecimento o escândalo de ontem, até que venha o escândalo de amanhã", avalia. Ele evitou traçar comparativos entre o que está acontecendo no Paraná e o escândalo dos 663 atos secretos do Senado. "Há pouco tempo a decepção invadiu o Senado. Neste momento ela mora na Assembleia do Paraná", foi a única menção.
Fonte: Gazeta do Povo (23/03/2010)
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