18/01/2010

Senadores gastam R$ 10,7 milhões

Segundo cálculos da reportagem, o dinheiro seria suficiente para comprar mais de 40 mil cestas básicas, ou 1,5 milhão de litros de gasolina, ou ainda 140 automóveis populares zero quilômetro

Levantamento feito pelo site Congresso em Foco aponta que os senadores gastaram em 2009 R$ 4,2 milhões de verba de ressarcimento para cobrir despesas de seus gabinetes com hotéis, bares, restaurantes, combustível, aluguel de veículos e aviões. De acordo com os dados, hospedagem, alimentação, combustíveis, lubrificantes e aluguel de veículos foram os itens que mais consumiram a verba. Cada parlamentar tem direito a R$ 15 mil mensais para cobrir essas e outras despesas do mandato.

Segundo cálculos da reportagem, o dinheiro seria suficiente paracomprar mais de 40 mil cestas básicas, ou 1,5 milhão de litros degasolina, ou ainda 140 automóveis populares zero quilômetro.

No total, os gastos com a verba de ressarcimento no ano passado foram de R$ 10,7 milhões no Senado. Desse montante, 40% foi com alimentação, hospedagem, transporte e combustível.

Quatro senadores gastaram toda a verba disponível no ano, de R$ 180 mil a que tinham: Fernando Collor (PTB-AL), Demóstenes Torres (DEM-GO), Gilvam Borges (PMDB-AP) e João Ribeiro (PR-TO). Apenas dois senadores: Pedro Simon (PMDB-RS) e Marco Maciel (DEM-PE), não nada da verba.

Os três senadores paranaenses - Osmar Dias (PDT), Flávio Arns (PSDB) e Alvaro Dias (PSDB) - gastaram juntos R$ 358.980,00. Osmar foi o que mais gastou, com R$ 165 mil, Arns em segundo, com R$ 154.200,00, e Alvaro, R$ 38.780,00.

O aluguel de escritórios políticos foi o segundo item que mais consumiu o dinheiro da verba de ressarcimento. Os senadores gastaram R$ 2,58 milhões para manter as instalações de suas representações políticas nos estados que representam. O terceiro maior gasto ficou por conta da divulgação da atividade parlamentar, impulsionada pelos senadores pré-candidatos, que utilizaram quase 90% dos R$ 1,78 milhão destinados à publicidade das ações dos parlamentares. Apesar de o Senado ter um significativo corpo de consultores legislativos, as despesas com a contratação de consultorias, assessorias e pesquisas técnicas consumiram R$ 1,57 milhão de toda a verba indenizatória.

Fonte: Jornal do Estado (14/01/2010)

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