08/06/2009

STF investiga 33% dos deputados federais do PR

Levantamento mostra que 150 congressistas têm pendências no Supremo; 52 são réus em ações penais

STF investiga 33% dos deputados federais do PR

Levantamento mostra que 150 congressistas têm pendências no Supremo; 52 são réus em ações penais

Curitiba - Dez - dos 30 - deputados federais do Paraná e um ex-membro da Câmara Federal estão sendo investigados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A investigação de cinco deles já foi transformada em processo. O levantamento, divulgado ontem, foi realizado pelo site Congresso em Foco com base nas informações disponíveis no site do STF.
Segundo a pesquisa, 150 congressistas têm pendências no STF. Destes, 52 são réus em ações penais, casos em que o STF já aceitou as denúncias por entender que há elementos da participação deles em práticas criminosas. Já o inquérito é um momento anterior em que o parlamentar, devido ao foro privilegiado, é investigado pelo STF, mas a acusação ainda não foi aceita. Entre os dez deputados com maior número de investigações na Câmara está o paranaense Fernando Giacobo (PR), que é citado em sete procedimentos. Ele é réu em cinco ações penais que incluem crime contra a ordem tributária; sequestro e cárcere privado; apropriação indébita; crime contra a lei de licitações; e calúnia e difamação. Giacobo é investigado também pelos crimes de ameaça e ações contra a ordem tributária.
O prefeito de Londrina e ex-deputado federal Barbosa Neto (PDT) é citado em um inquérito por suposto crime de peculato. A suspeita é de que ele tenha recebido indevidamente valores referentes aos salários de servidores ''fantasmas'' lotados em seu gabinete enquanto ainda era deputado estadual.
O mesmo inquérito também investiga Hidekazu Takayama (PSC). Ele diz que foi vítima de funcionários mal-intencionados que ''queriam achar uma brecha para receber duas vezes''.
Alceni Guerra (DEM), licenciado para atuar como secretário de Planejamento de Curitiba, é réu em três ações: crime contra a Lei de Licitações e falsificação de documentos, além de uma investigação por crime de trânsito. Guerra diz estar tranquilo e considera que as ações são o ''ônus da política''.
Eduardo Sciarra (DEM) é investigado por captação ilícita de votos e corrupção eleitoral. De acordo com nota, enviada pela assessoria de imprensa, o deputado afirma que se trata de uma denúncia apócrifa, que já teria sido julgada improcedente em instância inferior.
Para Luciano Pizzato (DEM), o processo do STF em que é réu está correto. Ele explica que a ação penal diz respeito a valores que o Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) alega que não foram pagos pela empresa que pertencia a ele em 1999. Ele afirma que os valores foram pagos em 2002. ''O processo é correto porque enquanto não for resolvida a baixa administrativa desses valores, não é possível encerrar o processo.''
Já o inquérito que investiga Nelson Meurer (PP), por supostas irregularidades relativas à concessão de serviço postal, possui pedidos de arquivamento feitos em fevereiro deste ano pelo Ministério Público Federal e pela Procuradoria Geral da República. Meurer comentou que o processo deverá ser arquivado, já que após um ano de investigação pela Polícia Federal não teria sido encontrada irregularidade.
Abelardo Lupion (DEM) é réu em uma ação penal por crime eleitoral. Ele culpa a demora do julgamento pelo STF pela existência do processo. ''Não há nada que me envolva, mas é um processo demorado porque é preciso ouvir todas as testemunhas. Antes não é possível extinguir o processo'', afirmou.
Crime eleitoral também é o motivo pelo qual há um inquérito investigando Alfredo Kaefer (PSDB). Segundo a assessoria de imprensa do deputado, o inquérito trata de um suposto caso de abuso do poder econômico por compra de combustível em Três Barras do Paraná para os quais não haveria qualquer comprovação. Kaefer é citado também em um inquérito, que corre em segredo de justiça, por formação de quadrilha e crime contra o sistema financeiro nacional. Segundo sua assessoria, o inquérito diz respeito a ações consideradas irregulares de gestores de uma instituição financeira, de cujo Conselho de Acionistas o deputado fez parte. Conforme a assessoria, ''de forma precipitada'' todas as pessoas que participaram deste Conselho foram indiciadas. Cassio Taniguchi, que está licenciado da Câmara para atuar como secretário de Desenvolvimento Urbano do Distrito Federal, é réu em duas ações penais de crime contra a Lei de Licitações e crime de responsabilidade, referentes ao período que ainda era prefeito de Curitiba. Ele é citado também em um inquérito que o investiga por suposto ato de improbidade administrativa. Ricardo Barros (PP) é investigado pelo crime de sonegação fiscal, mas os autos estão suspensos. De acordo com o deputado, o processo diz respeito a um parcelamento fiscal feito por uma empresa dele, que está com as obrigações em dia. Segundo Barros, o processo será extinto após o pagamento da última parcela.
Giacobo e Taniguchi não retornaram o contato para comentar os processos.

Fonte: Folha de Londrina (04/06/2009)

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por rosicler mari camargo bonora - Quinta-feira, 09 de Setembro de 2010 - 19:15:47 - Comentar

Achei muito boa a idéia de nos informar sobre os candidatos que estão ou já estiveram envolvidos com algum ato ilicito assim poderemos ter certeza que não colocaremos novamente no poder pessoas que não fazem jus a confiança que colocamos nelas.


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