A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), da Assembleia Legislativa aprovou na terça-feira
(13), a constitucionalidade e a legalidade do Projeto de Lei 265/2010, a Lei da Transparência. O projeto, apresentado pelos deputados Ney Leprevost (PP), Marcelo Rangel
(PPS) e Tadeu Veneri (PT), segue para a votação dos deputados em sessão Plenária na quarta-feira
(14).
A proposta foi elaborada pela Associação Paranaense dos Juízes Federais (Apajufe)
com o apoio da Ordem dos Advogados do Brasil - seção Paraná (OAB-PR). Denominado de Lei da Transparência,
o documento estabelece regras para que os três poderes do Estado (Executivo, Legislativo e Judiciário), incluindo
o Ministério Público (MP) e o Tribunal de Contas (TC) publiquem todos os seus atos administrativos, tais como:
contratação e demissão de servidores, contratos que impliquem em despesas, entre outros, no Diário
Oficial do Estado (DIOE), em no máximo 30 dias após serem formalizados.
Segundo o relator da matéria
na CCJ, deputado Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), o texto do anteprojeto apresenta vícios de origem e, por isto,
ele apresentou duas emendas à proposição, uma modificativa e outra supressiva.
A emenda modificativa
diz respeito ao artigo 4º do projeto que trata da multa. Segundo o relator, não se impõe multa sem que
se abra um processo administrativo dentro de qualquer instituição pública. Ainda com relação
à multa citada no mesmo artigo, o deputado Caíto Quintana (PMDB), líder do Governo na Casa, questionou
sobre "quem aplicará tais multas e qual será o órgão arrecadador".
Já a emenda supressiva
apresentada por Romanelli extingue do projeto os artigos 5º e 6º que tratam da prática de nepotismo. O parlamentar
argumenta que a questão do nepotismo já é prevista pela Súmula Vinculante nº 13, do Supremo
Tribunal Federal (STF). "Além do mais, o Legislativo paranaense aprovou recentemente a Lei 16.522/2010 que se aplica
à mesma matéria", finalizou.
Diante das discussões que surgiram em torno da constitucionalidade
do texto original, corrigido com as emendas do relator, o deputado Durval Amaral (DEM), presidente da CCJ, sugeriu que todos
os 54 deputados tenham acesso a uma cópia do relatório. A sugestão foi acatada por todos os membros da
comissão.
O deputado Nelson Justus, presidente licenciado da Assembleia Legislativa, esteve presente no início
da reunião e pediu empenho dos deputados componentes da Comissão na aprovação do projeto. "Peço
o empenho total de todos os senhores para que aprovemos o projeto da Lei da Transparência. Esse é um projeto
muito importante para esta Casa porque precisamos dar uma resposta à sociedade. Dissemos que assim que o projeto fosse
apresentado iríamos colocá-lo em votação e é isto que estamos fazendo", afirmou.
Fonte:
ALEP - Cleuza Carvalho (13/07/2010)
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