Deputados, vereadores, representantes do Governo do Estado, da Prefeitura de Curitiba e do Clube Atlético Paranaense
participaram na quarta-feira (14), na Assembleia Legislativa, de uma audiência pública para discutir sobre o
Projeto de Lei 245/10 que autoriza a Companhia Paranaense de Energia (Copel) a realizar investimentos no Clube Atlético
Paranaense. O investimento estimado em R$ 150 milhões e que seria dividido entre o clube e os governos estadual e municipal
tornaria o estádio apto a receber jogos da Copa do Mundo de 2014.
A audiência pública foi
proposta pelo deputado Artagão de Matos Leão Júnior (PMDB) que é relator do projeto na Comissão
de Constituição e Justiça (CCJ), responsável pela análise da constitucionalidade e legalidade
das matérias que tramitam na Assembleia. Os dados colhidos durante a audiência subsidiarão o parlamentar
para o relatório que será apresentado à CCJ, onde o Projeto de Lei 245/10, de autoria do deputado Luiz
Cláudio Romanelli (PMDB), aguarda parecer desde o último mês de maio.
Na abertura da audiência,
o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Nelson Justus, falou da importância da discussão entre os paranaenses
e também de Curitiba receber jogos da Copa. "Este evento mundial trará muitos benefícios para o Paraná
e, por isto, todos os deputados desta Casa não medirão esforços para tornar Curitiba uma das subsedes
do evento", disse.
Romanelli defendeu a proposição que considera de interesse público. "A aprovação
do projeto que cria a Arena Copel possibilitaria o término e adequação do estádio (Joaquim Américo)
para a Copa do Mundo. Com isso, teremos um estádio completamente renovado e com características de um espaço
público", garantiu. Para o parlamentar, o projeto sanaria ainda uma dificuldade de Curitiba, que não possui
um ambiente para grandes públicos.
Em nome do governo estadual, o secretário de estado para assuntos
da Copa, Algaci Túlio, também defendeu a realização de investimentos na Arena da Baixada. "É
um estádio que já está 70% construído", comentou. Para Túlio, o Paraná não
pode perder tempo na decisão, que deverá ser apresentada na próxima semana, ao presidente da CBF, Ricardo
Teixeira.
O secretário afirmou que seria uma tragédia Curitiba perder a chance de ser uma subsede da
Copa, em função dos recursos que circulariam no Estado no período dos jogos e das obras exigidas e já
realizadas para adequação da cidade, entre elas a construção de heliponto no Hospital do Trabalhador
e a remodelagem da Avenida Comendador Franco (Avenida das Torres), que liga o Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São
José dos Pinhais, à capital. Além disso, Túlio lembrou que Curitiba tem estrutura, mobilidade
e qualidade de vida e o mais moderno estádio de futebol do país.
O secretário lembrou que além
do projeto na Arena da Baixada, os paranaenses tem ainda um segundo plano de construção de um novo estádio
para os clubes Coritiba e Paraná Clube, onde hoje está construído o estádio Pinheirão,
interditado desde 2007. A obra avaliada em R$ 500 milhões seria bancada pela iniciativa privada que depois seria ressarcida
com o recebimento das áreas onde hoje estão os dois clubes paranaenses.
Glaucio Geara, presidente do
Conselho Deliberativo do Clube Atlético Paranaense, falou que desde o ano passado o clube vem cumprindo os compromissos
de adequação do estádio assumidos junto à comissão que trata dos assuntos da Copa no Paraná.
"Compramos o terreno para a construção do estacionamento, fizemos terraplenagem e estamos preparados para a
continuação das obras", disse.
O representante do clube falou ainda que a Arena passou a ser cogitada
para receber os jogos porque é o único estádio pronto. "Os demais clubes possuíam apenas projetos
no papel. Como deixamos claro que não teríamos dinheiro para custear as obras de adequação, ficou
acertado que os investimentos seriam divididos entre o clube, o governo e a prefeitura", explicou.
Durante a audiência
pública, o deputado Marcelo Rangel (PPS) apresentou uma terceira proposta, a de formação de uma cooperativa
para a construção de um novo estádio. "Uma forma de compensação para essas empresas seria
a isenção de impostos", explicou.
Participaram ainda da audiência pública o presidente
da comissão municipal para assuntos da Copa, Luiz de Carvalho; os deputados Rosane Ferreira (PV), Chico Noroeste (PR),
os peemedebistas Reinhold Stephanes, Ademir Bier e Antônio Anibelli, que é 1º vice-presidente da Assembleia
Legislativa; o presidente da Comissão da Copa do Mundo, vereador Mário Celso Cunha; e o conselheiro do Clube
Atlético Paranaense, Mário Celso Petraglia.
Projeto
Se tiver a constitucionalidade
aprovada na CCJ, o Projeto de Lei 245/10 poderá ser analisado por outras comissões internas da Assembleia, como
a de Cultura, Esporte, Ciências e Tecnologia, por exemplo. Depois disso, a proposição será enviada
para votação dos deputados em Plenário, onde precisa ser aprovada em três discussões e redação
final. Só depois desse trâmite o projeto segue para sanção ou veto do governador Orlando Pessuti.
Fonte:
ALEP - Adriana Ribeiro (14/07/2010)
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