Os deputados aprovaram na Sessão Plenária desta quarta-feira (14), em primeira discussão, o Projeto
de Lei nº 265/2010, a Lei da Transparência, apresentado pelos deputados Ney Leprevost (PP), Marcelo Rangel (PPS)
e Tadeu Veneri (PT).
A matéria foi encaminhada favoravelmente por cinco deputados: Luiz Cláudio Romanelli
(PMDB), Marcelo Rangel (PPS), Tadeu Veneri (PT), Reni Pereira (PSB) e Luiz Eduardo Cheida (PMDB). O deputado Jocelito Canto
(PTB) usou a tribuna para se declarar contrário à aprovação do projeto.
Antes de dar início
a votação, o deputado Nelson Justus, que reassumiu a presidência da Assembleia Legislativa nesta tarde
disse que "vamos votar o projeto em primeira discussão hoje, conforme eu já havia dito. Com serenidade e bom
senso vamos corrigir posteriormente as imperfeições que o texto possa ter".
O pedido da deputada Rosane
Ferreira (PV), para que o projeto fosse votado através do Painel Eletrônico foi acatado pelo presidente Nelson
Justus. Foram contabilizados 46 votos, sendo 44 favoráveis e 2 votos contra. Votaram contrariamente ao projeto os deputados
Jocelito Canto e Pastor Edson Praczyk (PRB).
A matéria, analisada na tarde de ontem (13), pela Comissão
de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa, recebeu duas emendas, uma modificativa e outra supressiva, apresentadas
pelo deputado Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), relator do projeto.
A emenda modificativa diz respeito ao artigo
4º do projeto que trata da multa. Segundo o relator, não se impõe multa sem que se abra um processo administrativo
dentro de qualquer instituição pública.
Já a emenda supressiva apresentada por Romanelli
extingue do projeto os artigos 5º e 6º que tratam da prática de nepotismo. O parlamentar argumenta que a
questão do nepotismo já é prevista pela Súmula Vinculante nº 13, do Supremo Tribunal Federal
(STF). "Além do mais, o Legislativo paranaense aprovou recentemente a Lei 16.522/2010 que se aplica à mesma
matéria", finalizou.
O documento, elaborado pela Associação Paranaense dos Juízes Federais
(Apajufe) com o apoio da Ordem dos Advogados do Brasil - seção Paraná (OAB-PR), estabelece regras para
que os três poderes do Estado (Executivo, Legislativo e Judiciário), incluindo o Ministério Público
(MP) e o Tribunal de Contas (TC) publiquem todos os seus atos administrativos, tais como: contratação e demissão
de servidores, contratos que impliquem em despesas, entre outros, no Diário Oficial do Estado (DIOE), em no máximo
30 dias após serem formalizados.
O projeto deverá passar por pelo menos mais duas votações
antes de ser enviado para a sanção do governador Orlando Pessuti, o que deve acontecer somente em agosto, após
o retorno dos deputados do recesso parlamentar que tem início nesta quinta-feira (15).
Fonte: ALEP - Cleuza Carvalho (16/07/2010)
Nem a Rede de Participação Política, nem as instituições que a apoiam - como a FIEP e a FACIAP - se responsabilizam pelas opiniões políticas emitidas livremente pelos leitores e usuários deste Sistema de Monitoramento e Avaliação dos Eleitos. Entretanto, mensagens grosseiras ou ofensivas serão removidas pelos administradores do Sistema, tão logo forem constatadas. Também não serão admitidas acusações desprovidas de fundamento, sobretudo de caráter pessoal, ou que caracterizem luta política organizada contra um representante eleito, e, ainda, postagens que possam configurar calúnia, injúria ou difamação. Os pesquisadores da UFPR que alimentam o Sistema (clique aqui para ver explicação mais detalhada) não são fontes de notícias, não inventam notícias, nem emitem quaisquer opiniões: apenas recolhem e classificam o que foi publicado em um conjunto restrito de órgãos de imprensa previamente considerados.
Envie para um amigo