A comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da ALEP discutiu nesta terça-feira (2), o
projeto de lei n° 698/09, de autoria do
deputado Professor Lemos (PT), que propõe a obrigatoriedade da inserção de conteúdos curriculares
sobre relações entre gêneros e diversidade sexual nos estabelecimentos de ensino.
O relator do projeto, Caíto Quintana (PMDB), enfatizou que o assunto da matéria é de competência da Secretaria de Educação do Estado, e não dos parlamentares, portanto, seu parecer foi pela inconstitucionalidade da matéria.
Durante a discussão, o líder do Governo, deputado Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), destacou que as questões
como sexualidade da criança e do adolescente já são abordados na escola, e que a elaboração
do conteúdo programático dessas disciplinas, devido a sua complexidade, compete exclusivamente aos profissionais
da educação especialistas na área de sexualidade.
Com intenção de salvar o conteúdo
do projeto, o deputado Tadeu Veneri (PT) propôs ao relator que o transformasse em Indicação Legislativa.
O pedido foi atendido pelo relator.
O projeto propunha em seu conteúdo programático a inclusão
das discussões sobre a construção social das diferentes feminilidades e masculinidades, história
das mulheres e conquistas histórias dos movimentos sociais de mulheres, construção histórica
e relacional do conceito de gênero, respeito à diferença e garantia do direito a educação
pública para todas as pessoas, orientações sexuais, identidades de gênero, entre outros.
Durante a sessão, foi aprovado o projeto
de Lei n° 03/10, que cria a sociedade anônima de capital fechado, denominada Companhia de Desenvolvimento do
Extremo Sul. Segundo o texto do projeto, o capital social máximo autorizado deve ser no valor de até R$ 100
milhões.
O projeto, de autoria do Poder Executivo, faz parte das ações do Conselho de Desenvolvimento
e Integração Sul - CODESUL, que tem como finalidade fundamental a facilitação do intercâmbio
entre os Estados do Sul, com a intenção de fomentar o desenvolvimento econômico, social e político,
além da adoção de medidas comuns nas áreas de segurança pública, saúde e
defesa civil.
Compõem o CODESUL os Estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso
do Sul, assim, textos semelhantes deverão ser votados nas Assembléias Legislativas dos quatro estados.
O parecer favorável foi relatado pelo deputado Caíto Quintana (PMDB), e teve registro de abstenção
do deputado Reni Pereira (PSB). O projeto foi encaminhado à comissão de Finanças e aguarda parecer.
Fonte: Roberta Picussa, Vigilantes da Democracia, (05/03/2010)
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