23/07/2010

Novo acervo da biblioteca do legislativo recebe 174 títulos em doações.

A biblioteca Vidal Vanhoni, da Assembleia Legislativa do Paraná já recebeu a doação 174 livros de diversos escritores paranaenses para compor o novo acervo, genuinamente paranaense, que está sendo criado. As obras foram doadas pela editora Travessa dos Editores, com sede em Curitiba.


A biblioteca Vidal Vanhoni, da Assembleia Legislativa do Paraná já recebeu a doação 174 livros de diversos escritores paranaenses para compor o novo acervo, genuinamente paranaense, que está sendo criado. As obras foram doadas pela editora Travessa dos Editores, com sede em Curitiba.

O jornalista Fábio Campana, proprietário da Travessa dos Editores, fala que a editora sempre procurou publicar o melhor da literatura e dos ensaios paranaenses, bem como de poetas que estão fora do Estado. "Quando fomos consultados, imediatamente separamos exemplares de tudo o que temos e publicamos", disse Campana. "Essas iniciativas devem partir de todas as bibliotecas, não só do Legislativo, por ser de extrema relevância para a cultura de quem as frequenta", finalizou.

As doações à biblioteca da Assembleia Legislativa fazem parte do processo da criação de um novo acervo e também de modernização do já existente na Casa. A biblioteca funciona no último andar do prédio administrativo, e está aberta tanto aos funcionários do Legislativo quanto ao público em geral, de segunda à sexta-feira das 8h às 17 horas. O projeto é coordenado pelo jornalista e escritor Carlos Alberto Pessoa (Nego Pessoa). 

"A pedido do presidente Nelson Justus, damos preferência às obras de autores paranaenses ou de títulos que falem sobre o Paraná", diz Pessoa. "É evidente que todas as obras são bem vindas. Recebemos neste lote de doações, por exemplo, um livro de Décio Pignatari, que não é paranaense, mas morou muito tempo aqui, além de ser uma obra de extrema importância para qualquer biblioteca". "O local irá incentivar nossos funcionários e visitantes e, fomentar o hábito da leitura", acredita Nego Pessoa.

Segundo Pessoa, futuramente o projeto defendido amplamente por Nelson Justus, para que o Legislativo parananense, a exemplo do que já acontece na Câmara e no Senado Federal, possa editar e confeccionar os seus próprios títulos, poderá ser concretizado.

O presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, deputado Nelson Justus, defende o projeto de uma biblioteca paranaense desde o início de sua gestão, em 2007. Naquele ano, contando com a colaboração de todos os deputados e, principalmente, com a Mesa Executiva, Justus deu início ao processo de transparência e modernização do Legislativo.

Ao agradecer a doação, o presidente Nelson Justus lembra que a biblioteca da Assembleia Legislativa já conta com 5.800 títulos. "Esta primeira doação é muito importante para nós, vamos agregar ainda mais valor às obras que já temos e ao acervo paranaense que estamos criando", enfatizou Justus.

Autores e instituições que queiram fazer doações à biblioteca da Assembleia Legislativa do Paraná podem entrar em contato através do e-mail: divulgacao@alep.pr.gov.br ou pelo telefone (41) 3350-4188.

TRADIÇÃO - Nelson Justus cresceu em uma família com veia literária tradicional e enraizada. O avô de Justus, Oscar De Plácido e Silva, foi o fundador da Editora Guairá, empresa tradicional e responsável pelo lançamento de grandes obras no Paraná.

"(...) Fundando uma editora que marcaria época em termos nacionais - a Guaíra, nome que também daria a uma revista mensal de atualidades, que corresponderia no Paraná ao que eram a Revista do Globo, em Porto Alegre e Alterosa, em Belo Horizonte. Grandes nomes do jornalismo e vida literária brasileira deixaram seus textos na Guaíra. Vinícus de Moraes ali chegou a publicar críticas de cinema, Joel Silveira, Ruben Braga, Mark Berkowitz e tantos outros intelectuais notáveis, enquanto Carlos Scliar criava belíssimas ilustrações e seu irmão, Salomão, era o fotógrafo da revista, numa época em que José Curi, então se firmando como editor, assumia sua direção. A Editora Guaíra, teria uma presença nacional, lançando autores de idéias avançadas para a época - como Romulo Galegos - que chegou a presidente da Venezuela ("Dona Barbara"), John dos Passos (com sua trilogia sobre os EUA: "Dinheiro Graúdo", "1919" e "Paralelo 42"), Jorge Icaza ("Huanzipungo"), e a notável coleção "Caderno Brasileiro", orientada por Luís Martins e Sérgio Milliet. Autor de um romance ("Ódios na Cidade") e muitos livros jurídicos (...)", escreveu o jornalista Aramis Millarch em artigo publicado num jornal local.

 

Fonte: ALEP (16/07/2010)


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