23/07/2010

ANJ repudia atentado sofrido por veículo de comunicação no PR.

A Associação Nacional de Jornais (ANJ) manifestou nesta quinta-feira sua preocupação diante do atentado sofrido pela RPC TV, afiliada da Rede Globo no Paraná e que pertence à Rede Paranaense de Comunicação.


CURITIBA - A Associação Nacional de Jornais (ANJ) manifestou nesta quinta-feira sua preocupação diante do atentado sofrido pela RPC TV, afiliada da Rede Globo no Paraná e que pertence à Rede Paranaense de Comunicação. Um homem encapuzado atirou, na noite da última terça-feira, uma bomba de fabricação caseira contra os muros da sede da RPC TV, responsável também pela edição do jornal "Gazeta do Povo".

Em nota, assinada pelo vice-presidente da ANJ, Júlio César Mesquita, a entidade reivindica apuração do fato. "A ANJ deplora a violência cometida contra a Rede Paranaense de Comunicação, a quem se solidariza, e espera que as autoridades policiais identifiquem seus autores e suas motivações para que a Justiça os puna nos termos da lei", diz a nota.

O fato ocorreu na noite da última terça-feira, quando uma bomba caseira foi atirada por um homem encapuzado contra os muros da sede da RPC TV, em Curitiba. Ele estava em um veículo Renault Twingo preto. O suspeito usou um isqueiro para acender a bomba numa das pontas, antes de atirá-la. O artefato bateu no muro, se partiu, o conteúdo se espalhou e pegou fogo. Ninguém ficou ferido. O Comando de Operações Especiais (COE) da Polícia Militar, que tem um esquadrão antibombas, foi acionado para checar o artefato, que está sendo periciado.

O caso gerou transtornos na sede da Gazeta do Povo, que faz parte do gurpo. Após a ocorrência na emissora de TV, um segurança da empresa suspeitou de um saco que fora jogado em frente à entrada da Gazeta do Povo. Por precaução, o COE foi novamente acionado, mas se tratava apenas de lixo.

A Secretaria de Segurança Pública do Paraná informou que foi aberto um inquérito para investigar o caso e estão sendo ouvidos funcionários da TV, bem como analisadas as imagens das câmeras de vigilância da empresa para tentar identificar o responsável por ter atirado a bomba.

De acordo com a gerente corporativa de Comunicação Institucional da RPC, Carmem Murara, a empresa está acompanhando a investigação, mas não possui conteúdo para comentar o caso. No entanto, nos bastidores da organização cogita-se que a motivação possa ser política, já que o grupo RPC denunciou recentemente casos de corrupção na Assembleia Legislativa com a contratação de funcionários-fantasmas.

A série de reportagens, que ficou conhecida como "Diários Secretos", da Gazeta do Povo e RPC-TV, causou protesto da população e adesão da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), exigindo a renúncia do presidente da casa, deputado estadual Nelson Justus (DEM). O movimento levou a Assembleia Legislativa do Paraná a aprovar, no último dia 15 de julho, em primeira discussão, o projeto da Lei da Transparência a todos os seus atos administrativos.

 

Fonte: O Globo (22/07/2010)


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