Curitiba - Uma Comissão de Inquérito da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná decidirá,
em até 60 dias, se recomenda ou não a cassação de mandato dos deputados estaduais Nelson Justus
(DEM) e Alexandre Curi (PMDB), presidente e 1º secretário do Legislativo, respectivamente. Apesar do pedido que
levou à criação da comissão ter sido protocolado em junho, os membros só foram indicados
na terça-feira (31). Eles esperam terminar o relatório até o início de outubro, quando deve ser
levado à apreciação do plenário da Casa.
O pedido de cassação foi feito
pelo Partido Verde (PV) com base em denúncias veiculadas na imprensa sobre a contratação irregular de
funcionários e desvio de dinheiro da AL. Desde então, a Comissão de Ética da Casa aguardava a
chegada de documentos do Ministério Público Estadual (MP-PR) que teriam sido encaminhados, mas desapareceram.
A ''nova remessa'' chegou à Casa no último dia 18.
Osmar Bertoldi (DEM), Stephanes Junior (PMDB) e Ademar
Traiano (PSDB) foram escolhidos para integrar a Comissão de Inquérito que pedirá também informações
das investigações comandadas pela Polícia Federal e sobre a auditoria interna realizada pela própria
AL.
Justus e Curi serão notificados para apresentarem suas defesas em relação às
acusações em até cinco dias úteis. Eles receberão cópia dos documentos enviados
pelo MP-PR que, segundo Stephanes, trazem apenas um resumo das investigações feitas até agora.
''Nós
ainda não temos a íntegra dos depoimentos dos 'laranjas', nem dos diretores presos (Abib Miguel, Claudio Marques
da Silva e José Ary Nassiff), nem os comprovantes das movimentações bancárias ou mesmo dos chamados
Diários Secretos'', explicou o peemedebista. No entanto, os deputados não pretendem ouvir todos os envolvidos
nas denúncias. Para conseguir mais detalhes sobre as investigações do MP-PR, a comissão deve convocar
os sete promotores envolvidos no caso para uma audiência pública no próximo dia 14.
Trâmite
A comissão tem 30 dias, prorrogáveis por mais 30, para elaborar um parecer ou optar pelo arquivamento
das denúncias. Os cinco membros originais da Comissão de Ética - Stephanes, Bertoldi e Traiano, além
de Pedro Ivo (PT) e Duílio Genari (PP) - votam o texto. Se entenderem que estão comprovadas as irregularidades,
o relatório é encaminhado ao plenário onde os 54 deputados votarão contra ou a favor da cassação
de mandato de Justus e Curi.
Embora a legislatura esteja quase no fim, Stephanes acredita que a cassação
poderia afetar a diplomação dos deputados, caso sejam reeleitos. Ele considera que a decisão da comissão
será técnica, mas também política.
''O período eleitoral prejudica um pouco os
prazos. Mas queremos dar uma resposta rápida à sociedade, sem atropelar etapas e corrermos o risco de ter, lá
na frente, todo o processo anulado por erros na condução'', disse Bertoldi.
Os três deputados
irão pedir à Casa a contratação de um advogado criminalista e de uma secretária, além
do apoio do Setor de Taquigrafia, para conduzir os trabalhos.
Regimento Interno da ALEP
Art.
249. A perda do mandato será decidida pelo Plenário, em escrutínio secreto e por maioria absoluta de
votos, mediante iniciativa da Mesa, do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar ou de partido representado na Assembleia
Legislativa, na forma prevista nos artigos 250 e 251 deste Regimento, e artigo 59, Parágrafo 2º da Constituição
Estadual.
Fonte: Folha de Londrina (01/09/2010)
Acho que devemos fazer uma renovaçao total da assembleia legislatica paranaense. Pois os que nao estao diretamente envolvidos, sao omissos e/ou coniventes. estou atento para ver o que dará essa CPI paranaense.
Bem , como em outras vezes mais uma vez somem documentos,prazos de cá e de lá e no final o corporativismo de sempre. O pior é que ainda esses picaretas podem concorrer as eleições como se nd tivesse acontecido. ACORDA BRASIL!!!!
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