Curitiba - O ex-governador Orlando Pessuti (PMDB) declarou, ontem, que deixou o Estado em 31 de dezembro de 2010 com um saldo financeiro de R$ 1,168 bilhão. Ele criticou o diagnóstico da situação administrativa do Paraná, realizado pela equipe do governador Beto Richa (PSDB) nos 100 primeiros dias de gestão, que apontou um deficit de R$ 4,5 bilhões nas contas do Estado. Para Pessuti, o relatório divulgado anteontem pelo secretário chefe da Casa Civil, Durval Amaral, e pelo controlador interno do governo, Mauro Munhoz, tem caráter eleitoreiro.
O peemedebista argumenta que o superavit deixado por ele está registrado no Balanço Geral encaminhado ao governo atual em 28 de março. Pessuti questiona alguns valores incluídos por Munhoz como parte do deficit bilionário, mas que dizem respeito à dívidas antigas ou ainda não consolidadas. ''Não pode ser colocado como rombo do Estado dívidas trabalhistas que ainda não foram julgadas.''
Outro exemplo contestado por Pessuti é a dívida da Companhia de Hapitação do Paraná (Cohapar) com a Caixa Econômica Federal, que estaria em R$ 450 milhões. ''Essa dívida é do fundo de conversão e variações salariais de quando foi extinto o Banco Nacional de Habitação (BNH), em 1986. Há quase 30 anos isso está sendo discutido.''
Pessuti argumenta que os problemas apontados pela equipe de Beto Richa nas áreas da saúde, educação e segurança não refletem a realidade. ''Eles dizem que nós não concluímos um hospital, mas não dizem que deixamos dinheiro em caixa para que ele fosse terminado. Se não acabamos antes, foi porque não houve tempo''.
Fonte: Folha de Londrina (14/04/2011)
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