Os deputados Stephanes Júnior (PMDB), Osmar Bertoldi (DEM) e Plauto Miró (DEM) assumiram, ontem, a responsabilidade de analisar o pedido de impeachment feito pelo PV contra o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Nelson Justus (DEM), e o primeiro secretário, Alexandre Curi (PMDB), na Comissão de Ética. Não haverá relator, dizem. Será uma relatoria feita a seis mãos. Também ontem, os deputados receberam do Ministério Público "o resumo do resumo" dos documentos sobre as denúncias de corrupção na Casa. "Estranho, porque o Ministério Público tem pilhas e pilhas de documentos e nos manda um documento de poucas páginas que não ajuda em nada", diz Stephanes Júnior, adiantando que a saída para isso (falta de documentos) é chamar os promotores e procuradores para prestar depoimento na comissão. Também criticaram a denúncia feita pelo PV, cuja base das informações era recortes de jornal. "Assim é difícil tomar uma decisão. O PV se baseou em recortes de jornais quando o pedido de impeachment deveria ter melhor embasamento, em documentos, depoimentos", disse Bertoldi. Tanto Stephanes quanto Bertoldi afirmam que não vão usar o caso politicamente. "Poderíamos colocar um papel no joelho e pedir o arquivamento das denúncias. Mas não vamos usar politicamente esse caso. Embora não tenhamos estrutura suficiente para a investigação, vamos pedir apoio da Casa e vamos investigar o caso", disse Stephanes Júnior.
Fonte: Documento Reservado (01/09/2010)
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