Depois de três meses de negociações e especulações, o senador Osmar Dias (PDT-PR) anuncia na quarta-feira (30) oficialmente que vai disputar o governo do Paraná numa coligação com o PMDB e PT no Estado. Tudo ficou acertado após reunião, que durou quatro horas na noite de terça-feira (29) em Curitiba com o presidente nacional do PDT e ministro do Trabalho Carlos Lupi. Ele teria tomado a decisão após receber garantias de apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao seu nome e de que será "o candidato a governador mais importante" da aliança encabeçada pela candidata petista Dilma Rousseff na disputas estaduais.
Osmar também abriu mão de Gleisi Hoffmann (PT) como candidata a vice, outro ponto que dificultava as negociações. O vice da chapa deve sair do PMDB. A decisão deixará a campanha pelo governo do Paraná acirrada, já que as recentes pesquisas eleitorais mostram poucos pontos de diferença entre Osmar e o candidato tucano e ex-prefeito de Curitiba Beto Richa, que por pouco não se aliaram durante as negociações.
De acordo com o deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB), quem vai indicar o candidato a vice na chapa de Osmar é Pessuti. No páreo para indicação, os mais cotados são o deputado estadual Caíto Quintana e o próprio Rocha Loures. A chapa contará ainda com Gleisi e o governador Roberto Requião concorrendo ao Senado. Na reunião da noite de terça-feira (29), o ex-governador Mário Pereira (PDT) também foi confirmado como o coordenador da campanha de Osmar Dias.
Na semana passada, a entrada do pedetista na briga pela chefia do Executivo estadual chegou a estar acertada, mas as negociações voltaram à estaca zero quando seu irmão, o senador Álvaro Dias (PSDB) foi indicado como candidato a vice-presidente na chapa de José Serra (PSDB). A candidatura de Osmar com o apoio de petistas e peemedebista garantirá palanque no Paraná para a presidenciável Dilma Roussef (PT). Sobre a possibilidade do irmão Alvaro ser indicado como vice do presidenciável tucano José Serra, Osmar Dias argumentou na reunião que como a eleição envolve cargos diferentes, sem existir "disputa direta", não haverá problemas de relacionamento entre eles. O pedetista usou ainda como argumento o fato de a situação do irmão tucano não estar definida, já que há resistências de aliados
Segundo o secretário nacional do PT, deputado federal André Vargas (PT), Nedson Micheleti, que seria candidato do PT ao governo, caso Osmar escolhesse disputar o Senado, será candidato a deputado estadual.
Fonte: Jornal do Estado (30/06/2010)
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