31/01/2011

Briga pelo poder no PMDB de Curitiba.

O deputado estadual Stephanes Junior (PMDB) vai insistir na dissolução do diretório municipal em reunião do partido na próxima segunda-feira, o que pode dar início à desintegração da diretoria do PMDB, hoje composta por um grupo fortemente ligado ao senador eleito Roberto Requião (PMDB).


De olho nas eleições municipais de 2012, o PMDB de Curitiba começa o ano em pé de guerra. O deputado estadual Stephanes Junior (PMDB) vai insistir na dissolução do diretório municipal em reunião do partido na próxima segunda-feira, o que pode dar início à desintegração da diretoria do PMDB, hoje composta por um grupo fortemente ligado ao senador eleito Roberto Requião (PMDB), presidida por Doático Santos.

A dissolução do diretório é o primeiro passo para Stephanes Junior, que avalia que o PMDB passa por um período de estagnação e pretende lançar seu nome como uma opção do PMDB na disputa da prefeitura de Curitiba no ano que vem.

Stephanes Junior questiona o processo de eleição da diretoria, que segundo ele foi feito fora das regras internas. Outro motivo que o leva a pedir a dissolução é melhorar a imagem do partido na capital.

"O PMDB municipal está sem representatividade, sem a possibilidade de construir uma grande aliança ou de atrair importantes nomes. Não há espaço para isso", critica o deputado.

Stephanes Junior se refere à possibilidade de aliança com o PSB, do prefeito Luciano Ducci, e ao movimento para atrair o deputado federal Gustavo Fruet (PSDB), que foi filiado ao PMDB até 2004, quando o partido optou por apoiar o petista Ângelo Vanhoni e não lançá-lo candidato.

"Eu quero disputar a prefeitura. Mas, se o Gustavo vier para o partido, abro mão da disputa. Está na hora dele", opina Stephanes Junior, que completa dizendo que ainda não conversou com Fruet sobre o assunto.

Stephanes Junior lembra que o PMDB tem outros nomes fortes que poderiam ser lançados candidato a prefeito, como o ex-prefeito Rafael Greca e os deputados federais Rodrigo Rocha Loures (que ano passado foi vice-candidato de Osmar Dias ao governo do Estado) e Marcelo Almeida (que não se reelegeu).

Se o PMDB decidir instalar o processo que pode resultar na dissolução do diretório de Curitiba, os membros da diretoria devem ter cerca de uma semana para apresentar defesa e o resultado pode sair em um mês.

Enquanto isso, Doático prepara um congresso do PMDB de Curitiba para 29 de março, dia do aniversário da cidade, para fazer um recadastramento dos filiados ativos.

"Vamos atualizar a política do partido e estabelecer nossa nova temporada política para 2011 e 2012. Acabamos de sair do governo, o partido está se repensando para ter um posicionamento firme e forte a partir de agora".

Doático admite a possibilidade da volta de Fruet ou da aproximação com Ducci, em função da aliança nacional, e lança uma ideia para a candidatura própria. "Temos a fórmula para ganhar eleição: Requião como candidato a prefeito e Vanhoni como vice. Hoje eles podem não querer, mas cabe à base popular convencê-los".

Os filiados do PMDB querem melhorar a imagem do partido na cidade depois da última eleição frustrada, na qual o escolhido pelo então governador Requião para ser candidato do partido, o ex-reitor da Universidade Federal do Paraná Carlos Augusto Moreira Júnior obteve 1,5% dos votos.

A reportagem de O Estado não conseguiu encontrar Gustavo Fruet ontem para ele comentar a possibilidade de ida para o PMDB. Na primeira semana de janeiro, em entrevista a O Estado, Fruet afirmou que a prioridade é tentar assumir a presidência do diretório municipal do PSDB e que não pensava em trocar de partido.

 

Fonte: Paraná-Online (29/01/2011)


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