O deputado estadual Reni Pereira (PSB) apresentou um projeto de decreto legislativo para sustar os efeitos do decreto 7393 assinado pelo governador Orlando Pessuti (PMDB) no último dia 08. O decreto do Executivo autoriza a transferência de créditos de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços por parte das indústrias de papel-jornal e também a redução da alíquota do ICMS para o setor de cosméticos, de 25% para 12%.
"Somente mediante lei específica é possível conceder estes benefícios. O decreto é feito para regulamentar a lei e não para servir de lei. Esse decreto do governador é inconstitucional, sequer faz menção ao convênio a que se refere tal autorização. Também não explica como o governo fará para equilibrar as contas em razão da redução de alíquota", justificou Pereira. Segundo o deputado, o objetivo de apresentar o projeto de decreto legislativo é para evitar que as empresas se beneficiem de um ato inconstitucional e que no futuro tenham que arcar com o ônus desse benefício.
"Espero que o decreto legislativo seja colocado em votação o quanto antes, para não prejudicar aqueles que pensam estar sendo beneficiados por ele. É melhor cancelar já e esperar que o governo mande uma mensagem e que façamos o trâmite dentro da lei". O projeto de decreto legislativo foi protocolado pelo deputado Reni Pereira na Assembleia Legislativa no último dia 16.
Precatórios - O líder da bancada de oposição, deputado estadual Élio Rusch (DEM), demonstrou preocupação em relação a outro projeto do Executivo. De acordo com o deputado, é preciso cautela para analisar a mensagem que autoriza a compensação dos débitos de pessoas físicas e jurídicas com o governo através de precatórios.
Rusch lembrou que os municípios paranaenses levaram calote do governo no passado, que não repassou o percentual de 25% sobre o valor do ICMS a que as prefeituras têm direito logo após o recebimento ou a compensação do imposto. "Entre 2003 e 2007 foram mais de R$ 60 milhões que deixaram de ser repassados para os municípios", lembrou. "Essa lei Irá beneficiar as empresas inadimplentes, aquelas que estão em débito com o governo. Os municípios novamente sairão prejudicados com o calote do governo", completou.
O democrata afirmou ainda que o projeto anistia em até 100% o valor de multas e juros sobre os débitos. "Existirá um mercado de precatórios no Paraná. Aquele cidadão que tem um precatório a receber irá vender com deságio, pois não vê perspectiva de receber do governo. É de se estranhar que um governo em final de mandato envie um projeto como este. O que existe por trás disso?".
Fonte: Jornal do Estado (22/06/2010)
Nem a Rede de Participação Política, nem as instituições que a apoiam - como a FIEP e a FACIAP - se responsabilizam pelas opiniões políticas emitidas livremente pelos leitores e usuários deste Sistema de Monitoramento e Avaliação dos Eleitos. Entretanto, mensagens grosseiras ou ofensivas serão removidas pelos administradores do Sistema, tão logo forem constatadas. Também não serão admitidas acusações desprovidas de fundamento, sobretudo de caráter pessoal, ou que caracterizem luta política organizada contra um representante eleito, e, ainda, postagens que possam configurar calúnia, injúria ou difamação. Os pesquisadores da UFPR que alimentam o Sistema (clique aqui para ver explicação mais detalhada) não são fontes de notícias, não inventam notícias, nem emitem quaisquer opiniões: apenas recolhem e classificam o que foi publicado em um conjunto restrito de órgãos de imprensa previamente considerados.
Envie para um amigo