Um novo projeto que proíbe o cigarro ou derivados de tabaco em todos os ambientes fechados de uso coletivo - públicos ou privados - do Paraná está pronto para ser votado pelos deputados estaduais. O texto é uma mistura de quatro projetos que tramitam na Assembleia Legislativa e cria normas rigorosas que devem ser cumpridas não apenas pelos fumantes, mas pelos estabelecimentos comerciais que terão de seguir a futura lei, caso contrário, podem receber multas que chegam a R$ 5,8 mil.
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou nesta terça-feira (23) um substitutivo-geral elaborado pelo relator da matéria, Reni Pereira (PSB). O substitutivo foi feito com base nos projetos do governador Roberto Requião (PMDB) e dos deputados Antonio Belinati (PP), Luiz Cláudio Romanelli (PMDB) e Reinhold Stephanes (PMDB).
Proibido
O novo texto proíbe fumar em bares, restaurantes, hotéis, praças de alimentação, táxis e áreas comuns fechadas de condomínios. O projeto original de Requião era mais ameno e abria brechas para boates e casas de espetáculos.
Os fumódromos - áreas específicas reservadas para fumantes - também serão proibidos. O projeto de Stephanes Junior permitia os espaços desde que fossem separados do restante dos ambientes com paredes e divisórias, mas o artigo não foi acatado no substitutivo-geral.
A futura lei, se for aprovada como está, abre poucas exceções, como tabacarias e rituais religiosos.
A fiscalização deverá ser feita por agentes de instituições estaduais de vigilância sanitária e do Procon. A denúncia de descumprimento da lei poderá ser feita por qualquer pessoa.
O fumante receberá advertência e se houver recusa em parar de fumar será retirado do local, se necessário com a ajuda de força policial. A multa será equivalente a 100 UPR/Pr, aproximadamente R$ 5,8 mil. A penalidade será aplicada em dobro em caso de reincidência. O valor fixado foi retirado do projeto do governador.
O projeto é tão polêmico que na CCJ foi possível ter uma prévia da discussão que deve se arrastar no plenário durante a votação, que ainda não tem data para ocorrer.
Ao apresentar o substitutivo, Reni Pereira afirmou que não analisou o mérito, mas se ateve à questão da defesa da saúde, que é um direito do Estado, e dos direitos do consumidor. "O objetivo é constranger as pessoas para abandonarem o vício e limitar os espaços para gerações futuras, diminuindo o consumo do cigarro no estado", disse.
O líder do governo na Assembleia Legislativa, Luiz Cláudio Romanelli, autor de projeto mais restritivo ao fumo, elogiou o substitutivo porque vai proteger aqueles que não fumam e acabam se tornando fumantes passivos, mas disse que o plenário é que vai decidir se "abre condicionantes ou faz uma proibição radical."
O projeto recebeu duras críticas na própria CCJ dos deputados Caíto Quintana (PMDB), Luiz Carlos Martins (PDT) e Francisco Buhrer (PSDB), que consideram a proposta muito radical e coloca os fumantes como infratores. "O poder público financia o plantio de fumo e permite a construção de empresas que dão lucro extraordinário, mas quer afastar o fumante do convívio da sociedade", disse Quintana, único que se absteve da votação na CCJ.
Fica proibido fumar em recintos coletivos fechados por paredes ou divisórias.
Vetados - Bares; boates; restaurantes; casas de espetáculos; praças de alimentação; hotéis; pousadas; táxis; veículos de transporte coletivo e viaturas oficias; centros comerciais; igrejas; supermercados; padarias; açougues; farmácias; áreas comuns de condomínios; ambientes de trabalho, estudo, lazer ou esporte; repartições públicas; hospitais; escolas; museus; e bibliotecas.
Liberado - Na rua; dentro da própria casa; centros religiosos nos quais o fumo faça parte do rito; instituições de saúde nos quais o cigarro for autorizado por médicos; em estabelecimentos destinados exclusivamente ao consumo de produtos fumígenos, como tabacarias.
Fonte: Gazeta do Povo (24/06/2009)
Nem a Rede de Participação Política, nem as instituições que a apoiam - como a FIEP e a FACIAP - se responsabilizam pelas opiniões políticas emitidas livremente pelos leitores e usuários deste Sistema de Monitoramento e Avaliação dos Eleitos. Entretanto, mensagens grosseiras ou ofensivas serão removidas pelos administradores do Sistema, tão logo forem constatadas. Também não serão admitidas acusações desprovidas de fundamento, sobretudo de caráter pessoal, ou que caracterizem luta política organizada contra um representante eleito, e, ainda, postagens que possam configurar calúnia, injúria ou difamação. Os pesquisadores da UFPR que alimentam o Sistema (clique aqui para ver explicação mais detalhada) não são fontes de notícias, não inventam notícias, nem emitem quaisquer opiniões: apenas recolhem e classificam o que foi publicado em um conjunto restrito de órgãos de imprensa previamente considerados.
Envie para um amigo