Brasília - A comissão de reforma política do Senado defendeu na terça-feira
(15) o fim da figura do segundo suplente de senador e apoiou a tese de que o primeiro suplente não poderá
ter relação de parentesco até segundo grau com o titular da vaga.
As propostas tiveram o apoio
de boa parte dos integrantes da comissão e servirão de base para a elaboração de um texto final,
a ser entregue no início de abril. Até lá, o grupo pode alterar ou incluir novos dispositivos sobre o
tema.
O grupo definiu também que o suplente pode substituir, mas não suceder em definitivo, o titular
da vaga quando este se eleger para governador ou prefeito, renunciar ao mandato ou em caso de falecimento. Ou seja, se um
senador for eleito para comandar o governo de um Estado, seu suplente assumirá o mandato somente até a próxima
eleição, seja ela municipal ou geral, quando então um novo senador será eleito.
A regra
não se aplica, no entanto, para o senadores que se licenciam do cargo para assumir a função de secretário
ou ministro de Estado. Nesses casos, permanece a regra atual: o suplente permanece na vaga todo o tempo em que o titular se
ausentar do Legislativo para migrar para o poder Executivo.
Data da posse
Os senadores apoiaram ainda uma
mudança na data da posse dos chefes do Executivo: no caso de governadores, a posse seria no dia 10 de janeiro. Já
o presidente da República tomaria posse no dia 15 do mesmo mês - hoje, todos eles tomam posse no primeiro dia
do ano.
''Chegamos num consenso absolutamente razoável. São dois encaminhamentos que iniciam de forma
positiva essa comissão'', afirmou o senador Aécio Neves (PSDB-MG) após mais de duas horas de discussão.
O debate sobre suplência de senador e data da posse de chefes do Executivo é o primeiro item na pauta
da comissão de reforma política - e é vista como uma das menos polêmicas da reforma política
em discussão no Congresso.
Ainda assim, senadores defenderam posições divergentes durante o debate.
''O que precisa ser valorizado é o posto de senador. O ideal seria o fim do suplente e a convocação do
segundo senador mais votado, mas isso não vai passar. As propostas apresentadas minimizam o problema'', avaliou o senador
Demóstenes Torres (DEM-GO).
Para o presidente da comissão, senador Francisco Dornelles (PP-RJ), o debate
de ontem já foi um avanço. ''Uma tese prevaleceu, agora vamos ao texto. Em reforma você não deve
fazer texto, deve aprovar teses'', afirmou o parlamentar.
Fonte; Folha de Londrina (16/03/2011)
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