01/04/2010

Pessuti assume com candidatura à vista

Peemedebista não esconde que Requião continuará tendo forte influência na administração.

O peemedebista Orlando Pessuti assume nesta quinta-feira (01) o governo do Paraná e permanece no cargo pelos próximos nove meses. Pessuti substitui Roberto Requião (PMDB), que deixa o posto para concorrer a cadeira no Senado nas eleições de outubro. Às 17 horas desta quinta-feira, o novo chefe do Executivo Estadual faz o juramento na Assembleia Legislativa e às 18 horas acontece a cerimônia de transmissão do cargo no Palácio das Araucárias.

Pessuti assume o governo com o desafio de viabilizar a própria candidatura a reeleição. Apesar da força do cargo, o projeto eleitoral de Pessuti é questionado e encontra resistências entre os próprios correligionários, que preferem uma aliança com o PSDB em torno da candidatura de Beto Richa ou com o PDT do senador Osmar Dias.

Especula-se inclusive que o PT estaria trabalhando nos bastidores para demover Pessuti da ideia de disputar a eleição ao governo e apoiar Dias.

O substituto de Requião porém descarta a possibilidade. "Não tenho porque abrir mão. Minha cota de renúncia acabou quando deixei de ir para o Tribunal de Contas, justamente para assumir o governo e disputar a reeleição. O Beto e o Osmar podem disputar qualquer outro cargo. Eu só posso disputar o governo. Se quiserem fazer aliança conosco terão que repensar suas candidaturas", afirma.

Pessuti nega que os correligionários tenham condicionado a manutenção de sua candidatura ao crescimento nas pesquisas até maio, quando deveria aparecer com dois dígitos. "Não há verdade nestas insinuações. Temos uma decisão do PMDB pela candidatura própria. Não me preocupa ter 15% em junho. Quero ter 50% mais um em outubro. As eleições recentes mostram que nem sempre quem está na frente nesta época ganha", argumenta o peemedebista que tem aparecido nas sondagens com percentuais que não ultrapassam os 8% da preferência do eleitorado.

Dependência - Apesar da renúncia de Requião, Pessuti não esconde que o antecessor continuará tendo forte influência na administração do Paraná. Em entrevista a rádio CBN, ao responder perguntas sobre o futuro do Estado, o futuro governador informou seguidamente que as decisões seriam tomadas após consulta a Requião.

Questionado sobre o aumento dos índices de criminalidade e sobre a possibilidade de Luiz Fernando Delazari ser substituído no comando da Secretaria de Segurança, o peemedebista afirmou que iria "avaliar isso com o Requião e nossa equipe. Possibilidade de mudança existe em todas as secretarias". "Vamos dar uma atenção especial a segurança pública. A população cobra a mim e Requião neste sentido. Estamos com concurso para contratar dois mil policiais. Queremos reforçar o policiamento preventivo", completou.

O novo comandante do Estado prometeu ainda ampliar os investimentos em infraestrutura. "Vou trabalhar na reforma do Palácio Iguaçu, na construção de 221 clínicas da mulher e crianças em licitação, escolas, hospitais, recapeamento de ruas e avenidas. Não queremos que isso pare pelo meio do caminho", disse. (AB)

Fonte: Jornal do Estado (31/03/10)

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