07/04/2010

Governador aciona MPF contra ministro

O governador Roberto Requião (PMDB) acionou o Ministério Público Federal (MPF) para que investigue suposta proposta de construção superfaturada de um ramal ferroviário no Paraná.

O governador Roberto Requião (PMDB) acionou neste domingo (28) o Ministério Público Federal (MPF) para que investigue suposta proposta de construção superfaturada de um ramal ferroviário no Paraná que o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo e então assessor da Casa Civil, Bernardo Figueiredo, teriam lhe apresentado em 2007.

O peemedebista passou a insistir na denúncia depois de trocar insultos com o ministro pelo twitter. Especula-se que ao atacar Paulo Bernardo, Requião busque justificativa para romper com o PT e acertar aliança com o PSDB no Paraná para disputa das eleições de outubro.

Através da Agência Estadual de Notícias, o governador voltou a afirmar que Bernardo e Figueiredo foram à residência oficial para apresentar um projeto de construção do trecho Guarapuava-Ipiranga, de 220 quilômetros, por R$ 540 milhões. Segundo o governador, a proposta apresentava preços acima dos normais e implicaria em usar recursos públicos para a construção de uma ferrovia que, ao fim, seria privada e com pedágio. A proposta, diz Requião, incluía a empresa América Latina Logística S/A (ALL).

De acordo com Requião, os documentos apresentados ao MPF mostrariam que o próprio Ministério do Planejamento havia avaliado a obra em R$ 220 milhões, mas cerca de um ano depois o trecho foi orçado por R$ 540 milhões, para inclusão no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). "Queremos descobrir por que uma obra, em tão pouco tempo, subiu tanto de preço", explicou o advogado do governador, Leônidas Chaves Filho.

No início do mês, Bernardo levou ao MPF uma representação judicial sobre as acusações feitas por Requião. O ministro já entrou com com a ação cível. A criminal será encaminhada somente após o dia 3 de abril para que Requião seja processado como uma pessoa comum.

As acusações de Requião levaram a um rompimento da executiva estadual do PT com o governo e a entrega dos cargos ocupados pelo partido. (AB)

Fonte: Jornal do Estado (29/03/2010)

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