07/04/2010

Requião deixa o governo

O governador Roberto Requião (PMDB) formalizou junto à Assembleia Legislativa (AL) a renúncia ao cargo, a partir de quinta-feira, 1 de abril.

O governador Roberto Requião (PMDB) formalizou junto à Assembleia Legislativa (AL) a renúncia ao cargo, a partir de quinta-feira, 1 de abril. O ofício foi entregue nesta segunda-feira (29) ao presidente da AL, Nelson Justus (DEM), pelo secretário da Casa Civil, Rafael Iatauro.

Embora o prazo legal para a desincompatibilização vença dia 3, Iatauro explicou que o pedido foi antecipado devido aos feriados da Páscoa, período em que estará suspensa a circulação do Diário Oficial do Estado, onde a renúncia deve ser publicada.

A transmissão do cargo e a concretização da renúncia serão feitos na quinta-feira, às 18 horas, quando o vice-governador Orlando Pessuti (PMDB) prestará juramento e será empossado em solenidade na AL. Em seguida, Requião transmite o cargo a Pessuti, no Palácio das Araucárias.

Antes, pela manhã, o governador fará prestação de contas de seu governo no grande auditório do Teatro Guaíra. Requião deixa o cargo nove meses antes do final do mandato para concorrer a uma vaga ao Senado nas eleições de outubro, embora ainda não tenha retirado sua pré-candidatura à presidência da República pelo PMDB.

Requião, porém, já adiantou que considera sem perspectivas a candidatura à presidência, já que a proposta não foi acolhida pela direção nacional do partido, que negocia participação na aliança de apoio à candidatura da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT).

Até esta segunda-feira (31) á tarde, ainda não era conhecida a composição da equipe do governo Pessuti. Na sexta-feira passada, Requião assinou decreto exonerando secretários e ocupantes do primeiro escalão que pretendem concorrer às eleições.

Porém, outras mudanças deverão ser feitas na equipe por Pessuti. Iatauro afirmou que não recebeu pedido de exoneração, além dos protocolados pelos candidatos às eleições de outubro.

"Como esta equipe também foi escolhida pelo vice é natural que ele decida, com o governador, as mudanças que fará. Cada um tem seu estilo e algumas acomodações deverão ocorrer", disse o chefe da Casa Civil, que não revelou se permanece no cargo no governo Pessuti.

Fonte: Paraná-Online (30/03/2010)

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