23/01/2011

Deputados criticam veto de Dilma

A proposta visa regularizar o desmanche de carros - Parlamentares prometem retomar discussão sobre o texto, de autoria de Romeu Tuma

O veto imposto pela presidente Dilma Rousseff a um projeto de lei do Senado que regulamentava o desmanche de veículos, na semana passada, desagradou deputados.

Para justificar a decisão, Dilma alegou falta de parâmetros técnicos mínimos para regular o comércio de peças usadas e a falta de garantias de controle da qualidade e das condições de comercialização dos itens.

Proposto pelo senador Romeu Tuma (PTB-SP), que morreu no ano passado, o projeto determinava que a desmontagem dos veículos seria feita por empresas que fossem autorizadas por órgãos de trânsito locais. Conforme o texto, poderiam ser desmanchados os carros alienados, leiloados como sucata ou irrecuperáveis, ou os que tenham sido fabricados há mais de dez anos.

O texto foi aprovado pela Câmara em 2008 e teve de retornar ao Senado, porque havia sido alterado.

O deputado Takayama (PSC-PR), que foi o relator da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do Desmanche, admitiu que o projeto de Tuma poderia ter sido aperfeiçoado, mas se disse surpreso com o veto integral da presidente.

- É claro que a presidente não tem domínio sobre todos os assuntos que nós temos, em função de termos nos debruçado sobre o assunto. Vou tentar uma audiência com a presidente, explicando que esse procedimento [a regulamentação do desmanche] não é impossível e que, na verdade, dificultaria as ações do crime organizado.

Ex-presidente do Detran (Departamento de Trânsito) do Rio de Janeiro, o deputado Hugo Leal (PSC-RJ) lembrou que o projeto foi debatido, durante cinco anos, com os órgãos de trânsito e os mercados de seguros, reparos e peças.

Ele lamentou a atitude do governo, que sequer apresentou um texto alternativo para substituir o que foi vetado.

- Foi um texto extremamente debatido, poderia não ser o mais perfeito. E a legislação é sempre assim. Você não vai conseguir atingir a perfeição, mas, pelo menos, tinha-se uma proposta.

Ambos os parlamentares afirmaram que pretendem retomar a discussão para tentar reapresentar o projeto de lei na próxima legislatura, que se inicia em fevereiro. Para eles, a atual legislação facilita a atuação de criminosos.

Fonte: R7 (22/01/2011)



Deixe seu comentário

Nome (obrigatório)
E-mail (obrigatório)
Não será divulgado
Cidade (obrigatório) UF (obrigatório)
Site
Seu blog ou página pessoal
Mensagem




 Li e aceito o termo de responsabilidade online
1. Os sites do Sistema Fiep incentivam a prática do debate responsável. São abertos a todo tipo de opinião. Mas não aceitam ofensas. Serão deletados comentários contendo insulto, difamação ou manifestações de ódio e preconceito;
2. São um espaço para troca de idéias, e todo leitor deve se sentir à vontade para expressar a sua. Não serão tolerados ataques pessoais, ameaças, exposição da privacidade alheia, perseguições (cyber-bullying) e qualquer outro tipo de constrangimento;
3. Incentivamos o leitor a tomar responsabilidade pelo teor de seus comentários e pelo impacto por ele causado; informações equivocadas devem ser corrigidas, e mal entendidos, desfeitos;
Defendemos discussões transparentes, mas os sites do Sistema Fiep não se dispõem a servir de plataforma de propaganda ou proselitismo, de qualquer natureza. e
5. Dos leitores, não se cobra que concordem, mas que respeitem e admitam divergências, que acreditamos próprias de qualquer debate de idéias.
   Aceito receber comunicação da Fiep e seus parceiros por e-mail
 
 
Rede de Participação Política
Av. Comendador Franco 1341 | Jardim Botanico | 80210-090 | Fone: 41 3271 7404 | Fax: 41 3271 7424

Nem a Rede de Participação Política, nem as instituições que a apoiam - como a FIEP e a FACIAP - se responsabilizam pelas opiniões políticas emitidas livremente pelos leitores e usuários deste Sistema de Monitoramento e Avaliação dos Eleitos. Entretanto, mensagens grosseiras ou ofensivas serão removidas pelos administradores do Sistema, tão logo forem constatadas. Também não serão admitidas acusações desprovidas de fundamento, sobretudo de caráter pessoal, ou que caracterizem luta política organizada contra um representante eleito, e, ainda, postagens que possam configurar calúnia, injúria ou difamação. Os pesquisadores da UFPR que alimentam o Sistema (clique aqui para ver explicação mais detalhada) não são fontes de notícias, não inventam notícias, nem emitem quaisquer opiniões: apenas recolhem e classificam o que foi publicado em um conjunto restrito de órgãos de imprensa previamente considerados.