O presidente estadual do PT, Ênio Verri, confirmou que a direção nacional do partido está
atuando para tentar ressuscitar a aliança entre PDT, PT e PMDB no Paraná.
"A orientação
da direção nacional é essa. É para investir na aliança, primeiro. Achamos que este ainda
é o melhor caminho", disse o dirigente do PT, sem revelar detalhes da ação que está sendo feita
a partir de Brasília para restabelecer as conversas entre os três partidos.
Entretanto, a avaliação
de setores dos três partidos é que toda e qualquer articulação, seja ela feita diretamente pelo
presidente Lula, ou não, esbarra na persistência do governador Orlando Pessuti (PMDB) em manter sua candidatura
à reeleição. E uma das análises aponta que um pedido direto do senador Osmar Dias poderia ser
decisivo para um acordo.
Além de emissários do presidente Lula, que telefonaram ontem a Pessuti, o governador
começou a ser pressionado dentro da bancada estadual. "Está tudo meio encoberto. Quem sabe o que pode acontecer.
Nada está finalizado", desconversou o presidente estadual do PMDB, deputado Waldyr Pugliesi, um dos apoiadores da candidatura
de Pessuti à reeleição.
A maior preocupação da bancada é com a eleição
para a Assembleia Legislativa, em que os dezessete deputados buscam uma aliança que possa ajudá-los a se reeleger.
Na
reunião da executiva realizada no dia 16/06 à noite, vários deputados passaram a defender a renúncia
de Pessuti à candidatura ao governo. Com a oficialização do presidente nacional do PMDB, Michel Temer,
como candidato a vice-presidente na chapa da ex-ministra Dilma Rousseff (PT) à sucessão presidencial, os peemedebistas
viram ser fechada a porta da coligação com o PSDB no Paraná.
Os defensores do apoio do PMDB à
candidatura do ex-prefeito de Curitiba Beto Richa (PSDB), que viam na aliança uma forma de reeleger a maioria dos dezessete
deputados peemedebistas, já estão se recolhendo.
Seria difícil convencer os tucanos a aceitá-los
na aliança sem a possibilidade de apoio oficial. O PMDB tem agora três alternativas: ou convence o PT a apoiar
Pessuti, ou concorda em apoiar a candidatura do senador Osmar Dias (PDT) ao governo ou vai para a disputa, mais uma vez, de
chapa pura.
Na outra ponta, de forma quase isolada, está o ex-governador Roberto Requião. Ele defende
que o partido apóie o senador Osmar Dias para o governo e adiantou a alguns peemedebistas que está disposto
a bancar essa proposta na convenção do dia 27.
Além de derrotar a candidatura própria de
Pessuti na convenção, Requião tem outro obstáculo no seu caminho: convencer o senador Osmar Dias
a esperar pela convenção do PMDB.
Osmar também está sob pressão. Apesar de ter
deixado aberta a convenção do PDT até o dia 30, ele está sob o bombardeio diário do PSDB
que oferece ao senador pedetista a candidatura à reeleição ao Senado e a indicação do candidato
a vice-governador. E os tucanos dizem que têm pressa. Esperam pelo "sim" de Osmar até a convenção
do próximo sábado, dia 19.
Fonte: Paraná-Online - Elizabete Castro (16/06/2010)
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