Deputados do PMDB admitiram em 16/06 que o governador Orlando Pessuti pode desistir de disputar o governo
em favor de uma aliança com o PDT do senador Osmar Dias, que incluiria ainda o PT. Em troca, Pessuti indicaria o candidato
a vice na chapa de Osmar para o governo. O PMDB teria ainda uma das vagas de candidato ao Senado para o ex-governador Roberto
Requião, e o PT completaria a chapa com Gleisi Hoffmann na segunda vaga.
Os parlamentares do partido se reuniram
dia 16/06, novamente com Pessuti, para tratar da negociação e ouvir do governador o resultado do encontro com
Osmar na véspera. Mesmo ressalvando que nada estaria fechado ainda, os deputados confirmaram que nos últimos
dias, a conversa avançou na direção de um acordo.
"A conversa evoluiu para um acordo entre PMDB,
PDT e PT", disse o líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Caito Quintana (PMDB). Segundo ele, as negociações
também estão tendo a participação direta de dirigentes do PT e articuladores do governo Lula,
que têm interesse direto em garantir uma coligação da base aliada para viabilizar um palanque forte para
a presidenciável petista, Dilma Roussef, no Estado. Caso Osmar aceite a proposta dos tucanos de desistir de disputar
o governo para concorrer ao Senado em uma chapa encabeçada por Beto Richa, o PT corre o risco de ficar sem um palanque
competitivo para Dilma no Paraná.
Até agora, as negociações estavam emperradas diante
da resistência de Pessuti em abrir mão da candidatura ao governo em favor de Osmar. A pressão dos próprios
peemedebistas, em especial dos deputados estaduais, além do governo federal, teria feito o governador reavaliar sua
posição nos últimos dias.
Os defensores da aliança alegam que a candidatura de Pessuti
- estacionada em cerca de 10% a 11% nas pesquisas de intenção de voto - não teria competitividade, e
que somente Osmar, com mais de 30% da preferência do eleitorado, teria condições de fazer frente a Beto
Richa (PSDB), que lidera as pesquisas até aqui, seguido de perto pelo pedetista. A avaliação é
que isolado com um candidato ao governo sem chances na disputa, o PMDB não conseguiria reeleger mais do que dez a doze
dos 17 deputados estaduais.
Mesmo ressalvando que a decisão é de Pessuti, os parlamentares peemedebistas
já sinalizam que hoje, o acordo com o PDT estaria mais próximo. "As coisas ainda estão indefinidas. Não
estão fechadas nem com o PMDB, nem com o PSDB", disse o presidente estadual do PMDB, deputado Waldyr Pugliesi. "Quando
alguém vai conversar todas as hipóteses são colocadas. Existe hoje a possibilidade do Pessuti não
ser candidato", reconheceu, ressalvando que as negociações incluiriam também a possibilidade de manutenção
de Pessuti como candidato ao governo, e Osmar para o Senado na chapa com o PMDB.
Pugliesi ironizou ainda o anúncio,
feito pelo presidente estadual do PSDB, deputado Valdir Rossoni, no início da semana, de que Osmar teria fechado com
os tucanos para ser candidato ao Senado. "Todo dia anunciam a capitulação do Osmar. Que o cara se entregou.
Mas não tem acordo nenhum", disse.
Fonte: Bem Paraná - Ivan Santos (16/06/2010)
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