Acendeu o sinal vermelho no QG tucano, que considerava encaminhado o acordo para que o senador Osmar Dias (PDT) concorresse
ao Senado na chapa em que o ex-prefeito Beto Richa (PSDB) é candidato ao governo.
As tratativas, sem intermediários,
entre o governador Orlando Pessuti (PMDB) e o senador Osmar Dias (PDT), que começaram na noite de 17/06 e prosseguiram
no dia posterior, em dois encontros apenas entre os pré-candidatos, deixaram os tucanos em suspense.
Pessuti
ainda não arredou pé da candidatura à reeleição, mas o simples fato de ter aberto o diálogo
com o senador pedetista deixou esperançosa a ala do PMDB que defende a aliança entre os dois partidos, incluindo
o PT.
Na conversa com Osmar, foram colocadas todas as hipóteses, afirmou o presidente estadual do PMDB, deputado Waldyr
Pugliesi, que se reuniu com o governador ontem pela manhã, junto com o líder da bancada do governo na Assembleia
Legislativa, Caito Quintana.
Os peemedebistas não revelam os termos da negociação, mas uma das
projeções para um acordo prevê a desistência do governador que, em troca, exigiria a prerrogativa
de indicar o candidato a vice-governador. "Os atores são inúmeros e as coisas não estão fechadas,
mas quando se conversa, pelo menos no campo das ideias, tudo é possível", desconversou Pugliesi.
Os mais
alvoroçados com as negociações são os deputados estaduais peemedebistas, que viram na aliança
com o PDT a solução para garantir a reeleição à Assembleia Legislativa.
Em reunião
do dia 17/06 pela manhã, a maior parte da bancada chegou à conclusão que Pessuti deve retirar a candidatura
em favor de uma grande aliança com o PT e PDT, acreditando que o PMDB poderá formar uma chapa com os dois partidos
na eleição proporcional.
No seu escritório político, no Centro Cívico, o ex-governador
Roberto Requião acompanhava, de longe, as articulações. "De jeito algum, Osmar Dias vai tocar a vuvuzela
do Rossoni. Aleluia", ironizava ontem o ex-governador em seu twitter.
Ele é favorável à aliança
com o PDT, que remove o senador Osmar Dias do seu caminho para uma das vagas ao Senado, mas tem pouco a fazer para ajudar
no acordo.
Mais tarde, questionado por um seguidor se iria conversar com Osmar e se haveria realmente acordo, respondeu:
"Aguardemos, vamos ver em que vuvuzela ele assopra".
Apesar de ter o controle da maioria dos 462 delegados à
convenção estadual, pouco vai adiantar para Requião levar o caso à convenção do
PMDB. Até o dia 27, data da convenção, ou Osmar já terá se entendido com Pessuti ou estará
aliado ao PSDB.
Fonte: Paraná-Online - Elizabete Castro (17/06/2010)
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