"Silêncio absoluto". Essa foi a única frase proferida pelo presidente estadual do PSDB, deputado Valdir Rossoni,
dia 17/06, sobre as discussões acerca da tentativa de atrair o senador Osmar Dias (PDT) para a chapa de Beto Richa,
pré-candidato tucano ao governo do Estado.
Após anunciar, que estava tudo acertado com o PDT e que Osmar
e Beto anunciariam a parceria na quarta-feira, semana passada, Rossoni foi desmentido pelo próprio Osmar, que o chamou
de imprudente e irresponsável. O deputado tucano garantia que havia recebido a informação de um dirigente
do PDT estadual.
"Ele (Rossoni) foi um imprudente, um irresponsável. Não preciso de ventríloquo
para falar por mim. Quando tiver a definição, eu mesmo vou anunciar minha decisão", declarou Osmar Dias,
para depois afirmar que pode anunciar sua decisão.
Um dia depois à noite Osmar teria nova reunião
com o governador Orlando Pessuti, para tratar de uma possível aliança entre PT e PMDB. Os dois já haviam
se encontrado na terça-feira. Mesmo antes de definir, Osmar já reservou data para a convenção
estadual do PDT.
O salão de eventos do Paraná Clube (com capacidade para quatro mil pessoas) está
reservado para o partido para o próximo dia 26, último sábado do período de convenções
Na
Assembleia Legislativa, tanto tucanos quanto peemedebistas avaliam que Rossoni possa ter sido influenciado por declarações
do presidente em exercício do PDT, deputado Augustinho Zucchi, principal articulador do acordo com os tucanos, que
o querem como vice de Beto Richa.
Zucchi chegou a ser criticado por peemedebistas devido à forma como conduziu
as negociações sobre alianças. O presidente do PMDB, Waldyr Pugliesi, disse que, pouco antes do encontro
entre Osmar e Pessuti, recebeu uma ligação de Zucchi dizendo para o partido nem procurar Osmar, pois o PDT já
estaria acertado com o PSDB.
A resposta contundente de Osmar a Rossoni e as conversas do pedetista animaram o presidente
estadual do PT, Ênio Verri, que passou a tarde acompanhando Pessuti em uma série de inaugurações.
"Não
há ainda nada definido, mas o diálogo está avançando. E o PT não vai assistir passivamente
a essa definição. Nosso diretório nacional está atento à questão do Paraná
e vamos fazer de tudo para que essa aliança se concretize", disse o deputado, revelando que o PT pode sim ceder a algumas
das exigências de Pessuti para abrir mão da candidatura. "Mas, desse tempo que passei com ele, em nenhum momento
ele disse que retiraria a candidatura", alertou. A esperança era que Pessuti e Osmar conseguissem mais avanços
na reunião de ontem à noite.
Mas um novo obstáculo para a candidatura de Osmar em chapa com o
PT e o PMDB seria a possibilidade de seu irmão, senador Alvaro Dias (PSDB) ser indicado como candidato a vice-presidente
de José Serra (PSDB).
Com o irmão do outro lado, seria constrangedor para Osmar ser o palanque de Dilma
Rousseff (PT) no Paraná. O nome do vice de Serra está longe de uma definição e Alvaro é
apenas um dos tucanos cogitados caso o PSDB não aceite um vice do DEM.
Fonte: Paraná-Online
- Roger Pereira (17/06/2010)
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