Uma proposta que sempre foi recusada pelo PT, cujos candidatos têm média de votos inferior à lista
do PMDB. Essa disparidade, segundo o presidente estadual do PT, Ênio Verri, pode significar a extinção
da bancada do PT na Assembleia Legislativa, já que o mais votado foi eleito com um número de votos menor que
o deputado menos votado do PMDB.
Na oposição
Vice-presidente do diretório
estadual do PMDB, Romanelli disse que não pretende apresentar a proposta de aliança com o PSDB na convenção
do PMDB, marcada para dia 27, se Pessuti desistir.
A intenção de Romanelli é discutir a possibilidade
no âmbito da executiva, onde a correlação de forças é mais equilibrada. Na convenção,
são 462 delegados. Na executiva, a decisão é tomada por dezessete peemedebistas, onde os deputados têm
dez votos.
"Vou defender o que for de interesse maior da bancada", afirmou Romanelli. Ele disse que não acredita
que o senador Osmar Dias leve adiante a candidatura ao governo e avalia que, para a bancada do PMDB, uma aliança com
os tucanos abre mais perspectivas de reeleição. Para Romanelli, seria possível convencer os tucanos a
abrir espaço na chapa para o ex-governador Roberto Requião, pré-candidato ao Senado.
Para a maioria
dos deputados, a candidatura de Pessuti não teria a mesma força para impulsionar a reeleição da
bancada. Nos bastidores, os peemedebistas comentam que Pessuti chegou ao mês de junho sem alcançar 15% nas pesquisas
de intenções de votos, como o partido esperava.
Na reunião em Brasília, realizada ontem
à noite, com as direções nacionais do PT, PDT e PMDB, o governador Orlando Pessuti e o senador Osmar
Dias, os deputados foram representados por Caito Quintana, líder do governo na Assembleia Legislativa, e Waldyr Pugliesi,
presidente estadual do partido.
Pugliesi defende a construção do chapão. Diz que se forem agregados
mais partidos a essa aliança, como o PR, PCdoB e PSC, a disputa pelas vagas fica mais equilibrada.
Fonte:
Paraná-Onilne - Elizabete Castro (21/06/2010)
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