02/08/2010

PMDB cobra definição do prefeito de Castro

Fadel disse que não é o único peemedebista a simpatizar com a campanha de Beto Richa (PSDB) e vê perseguição política na atitude de Pugliesi.

O prefeito de Castro e presidente da Associação dos Municípios do Paraná, Moacyr Fadel (PMDB), disse que ainda não recebeu carta do presidente do partido, Waldyr Pugliesi, questionando sua fidelidade partidária.

"Só fiquei sabendo pelo jornal, o que acho um desrespeito por parte do presidente e mostra a desorganização do partido". Fadel disse que não é o único peemedebista a simpatizar com a campanha de Beto Richa (PSDB) e vê perseguição política na atitude de Pugliesi. "Essa carta é só para mim? Por quê? Tem deputados que apoiam o Beto, têm prefeitos da família do presidente do partido que também apoiam. Por que essa ameaça é só para mim?", questionou Fadel, que chegou a apresentar no partido tese de coligação com o PSDB antes da definição da aliança com Osmar Dias. "Tive recomendação interna para apresentar essa proposta de coligação ao PSDB", disse.}

Fadel admitiu que não tem bom relacionamento com o presidente estadual do partido. "Tenho divergências com o presidente, da época em que ele era secretário de Transportes, assumiu compromissos com o município de Castro e não cumpriu. Pode ser por isso que agora ele está vindo para cima de mim", disse.

Fadel garantiu que apoia Roberto Requião (PMDB) para o Senado e os candidatos a deputado do partido. "Acho que é um ato isolado do presidente. Se a direção me convocar e também fizer isso com todos os prefeitos e deputados do partido, até posso rever minhas posições. Mas, por enquanto, acho que é só perseguição política e vou seguir agindo como tenho agido", afirmou.

Do outro lado
Enquanto perde um importante prefeito para seu adversário, Osmar Dias (PDT) comemora a adesão de um administrador municipal da coligação de Beto a sua campanha. Pelo twitter, ontem, Osmar anunciou o apoio do prefeito de Tunas do Paraná, Jorge Tavares (PPS).

Tavares é do partido que prometeu ser mais rígido contra a infidelidade. Na semana passada, o presidente em exercício do PPS, Marcos Isfer, emitiu ofício a todos os diretórios municipais ameaçando de expulsão o filiado que não cumprir o que foi determinado na convenção partidária, apoio a Beto Richa.

O prefeito admitiu que participou das atividades de campanha de Osmar Dias durante a tarde de ontem, mas negou que esteja oficialmente trabalhando para Osmar.

"Extraoficialmente, nós acompanhamos o Osmar e o Requião aqui. O povo gosta muito do senador, e temos que reconhecer que o governo Requião trouxe grandes conquistas para a cidade. Assim como o governo do PT também foi importante para os pequenos municípios", disse o prefeito, que negou estar sendo infiel ao PPS. "Não estamos cometendo infidelidade. Nosso candidato a deputado federal é o Rubens Bueno. Amanhã (hoje) o Beto pode vir aqui e será bem recebido também", disse.

Questionado sobre qual, então, é seu candidato a governador, Tavares desconversou. "Estamos aguardando ainda, a campanha começou agora, a população é que decide, mas o povo gosta muito do senador", disse.

Fonte: Paraná Online - Roger Pereira (30/07/2010)

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