12/08/2010

PDT diz que pesquisa não abala campanha de Osmar

Antes de confirmar a candidatura ao governo, as pesquisas internas mostravam que Osmar detinha 38% das intenções de votos e, após a campanha eleitoral, não teria havido nenhum fato novo capaz de derrubar sua popularidade, avaliam.

O presidente estadual do PDT, deputado Augustinho Zucchi, disse ontem que "nada muda, nem a agenda" na campanha do senador Osmar Dias (PDT) ao governo do Estado depois da divulgação da pesquisa Ibope que mostrou o adversário Beto Richa (PSDB) com treze pontos de vantagem sobre o pedetista.

"Isso não interfere em nada. Ninguém está preocupado com isso", afirmou o dirigente pedetista. Internamente, os estrategistas da campanha de Osmar não veem explicações para a queda dos índices de intenções de votos no candidato, que aparece com 33% das intenções de votos.

Beto Richa alcança 46%. Antes de confirmar a candidatura ao governo, as pesquisas internas mostravam que Osmar detinha 38% das intenções de votos e, após a campanha eleitoral, não teria havido nenhum fato novo capaz de derrubar sua popularidade, avaliam.

Ao contrário, o senador ganhou o apoio do presidente Lula que tem aprovação de 78% no Paraná e sua campanha teve o reforço de lideranças do PMDB e PT à sua campanha, analisam os aliados do pedetista.

Surpresa
Da mesma forma que Zucchi, os integrantes do núcleo mais próximo a Osmar evitaram criticar a pesquisa, mas no site do candidato foi divulgado um texto afirmando que o "Ibope tem um histórico de pesquisas questionáveis em eleições passadas".

O mesmo texto lembrou que, em 2006, o instituto afirmou que não haveria segundo turno no Paraná. Os presidentes dos partidos aliados, o PMDB e o PT, contestaram os resultados do Ibope. Para o presidente do PMDB, deputado Waldyr Pugliesi, os números causaram surpresas.

"Fiquei surpreendido com esse resultado. Tem um monte de pesquisas mostrando uma realidade diferente. Daqui para frente vamos ver o que as outras pesquisas que vão mostrar. Não quero botar suspeita, mas sou obrigado a pensar diferente", afirmou o dirigente peemedebista.

Pugliesi cogitou até mesmo que os números sejam direcionados a atingir o presidente Lula. "Será que não é uma tentativa de desqualificar o Lula? Ele que tem 80% de aprovação no Paraná vem fazer um comício e depois a situação piora? Em política, a gente só não vê cavalo voar, mas agora já começo a ver "cavalinhos ibopeanos' voando" ironizou.

O presidente estadual do PT e candidato a deputado estadual, Ênio Verri, acha que há um problema de metodologia com as pesquisas do Ibope. Lembrou que pesquisa do Ibope não captou o efeito do comício feito em Curitiba com o presidente Lula porque sua metodologia demora para captar o andamento da eleição.

Segundo ele, a pesquisa nacional do Ibope mostra empate técnico entre Dilma (PT) e Serra (PSDB), na disputa para a presidência, mas Dilma está à frente em todas as outras pesquisas.

"A metodologia do Ibope é ultrapassada. Eles entram em contato com as pessoas apenas por telefone fixo, quando a maioria das pessoas tem apenas celular", observou Verri.

Fonte: Paraná Online - Elizabete Castro (07/08/2010)

Deixe seu comentário

Nome (obrigatório)
E-mail (obrigatório)
Não será divulgado
Cidade (obrigatório) UF (obrigatório)
Site
Seu blog ou página pessoal
Mensagem




 Li e aceito o termo de responsabilidade online
1. Os sites do Sistema Fiep incentivam a prática do debate responsável. São abertos a todo tipo de opinião. Mas não aceitam ofensas. Serão deletados comentários contendo insulto, difamação ou manifestações de ódio e preconceito;
2. São um espaço para troca de idéias, e todo leitor deve se sentir à vontade para expressar a sua. Não serão tolerados ataques pessoais, ameaças, exposição da privacidade alheia, perseguições (cyber-bullying) e qualquer outro tipo de constrangimento;
3. Incentivamos o leitor a tomar responsabilidade pelo teor de seus comentários e pelo impacto por ele causado; informações equivocadas devem ser corrigidas, e mal entendidos, desfeitos;
Defendemos discussões transparentes, mas os sites do Sistema Fiep não se dispõem a servir de plataforma de propaganda ou proselitismo, de qualquer natureza. e
5. Dos leitores, não se cobra que concordem, mas que respeitem e admitam divergências, que acreditamos próprias de qualquer debate de idéias.
   Aceito receber comunicação da Fiep e seus parceiros por e-mail
 
 
Rede de Participação Política
Av. Comendador Franco 1341 | Jardim Botanico | 80210-090 | Fone: 41 3271 7404 | Fax: 41 3271 7424

Nem a Rede de Participação Política, nem as instituições que a apoiam - como a FIEP e a FACIAP - se responsabilizam pelas opiniões políticas emitidas livremente pelos leitores e usuários deste Sistema de Monitoramento e Avaliação dos Eleitos. Entretanto, mensagens grosseiras ou ofensivas serão removidas pelos administradores do Sistema, tão logo forem constatadas. Também não serão admitidas acusações desprovidas de fundamento, sobretudo de caráter pessoal, ou que caracterizem luta política organizada contra um representante eleito, e, ainda, postagens que possam configurar calúnia, injúria ou difamação. Os pesquisadores da UFPR que alimentam o Sistema (clique aqui para ver explicação mais detalhada) não são fontes de notícias, não inventam notícias, nem emitem quaisquer opiniões: apenas recolhem e classificam o que foi publicado em um conjunto restrito de órgãos de imprensa previamente considerados.