A campanha do senador Osmar Dias (PDT) precisa ganhar ritmo e explorar mais a conexão com o presidente Luiz Inácio
Lula da Silva e a candidata a presidente da República, Dilma Rousseff (PT).
Estas foram algumas das conclusões
de uma reunião realizada ontem entre o candidato ao governo e a bancada estadual do PMDB. Realizado na casa do líder
do governo na Assembleia Legislativa, Caito Quintana (PMDB), o encontro discutiu o que está funcionando e o que está
falhando na campanha do pedetista.
Quintana disse que a bancada precisava se encontrar com o candidato ao governo do
Estado para apresentar suas propostas de ajustes na campanha de Osmar que, de acordo com as mais recentes pesquisas de intenções
de votos, está entre dez e doze pontos atrás do primeiro colocado, o tucano Beto Richa. "Achamos que a campanha
ainda não tomou corpo. Precisa ganhar volume, visual e mais organização no sistema de distribuição
de material", afirmou Quintana.
O presidente estadual do PMDB, Waldyr Pugliesi, acha que a vinculação
direta com o presidente da República e sua candidata à sucessão é um dos trunfos que Osmar possui
e que deve ser muito bem usado.
"A Dilma vai ganhar a eleição e vai puxar o Osmar. Temos gente para fazer
campanha e a grande parte dos paranaenses ainda não sabe que o candidato do Lula é o Osmar. Assim como nós
temos que dizer que a Dilma vai ganhar no primeiro turno e será a grande parceira do Paraná", sugeriu Pugliesi.
Os
peemedebistas admitem que nem todos no partido estão trabalhando em favor do pedetista. Mas não é um
problema exclusivo do PMDB, citou Pugliesi. Ele observou que existem petistas e pedetistas fazendo "corpo mole" na campanha.
No comando
O líder da bancada estadual do PDT, Luiz Carlos Martins, defendeu o que chamou
de um "choque" de rumos na campanha de Osmar. "Temos um candidato preparado, que sonhou com isso, está motivado. Ele
tem que liderar esse processo, tem que ser o grande condutor da locomotiva", comentou o pedetista, afirmando que, por enquanto,
ainda não expôs sua opinião ao comando da campanha de Osmar. "Não tenho sido ouvido a respeito
do assunto", disse.
Para Martins, Osmar tem que imprimir sua marca na campanha. "Ele não pode ir a reboque dos
outros. Ele tem uma história. Ele tem um discurso e as pessoas confiam nele", disse o deputado.
As referências
indiretas de Martins são traduzidas nos bastidores, onde outros aliados de Osmar acham que ele deve dar o tom da campanha,
sem medo de melindrar o atual governador, Orlando Pessuti (PMDB), e o candidato ao Senado, Roberto Requião (PMDB).
A avaliação é que Osmar deve, sim, destacar os avanços da administração peemedebista,
mas também deve apresentar suas próprias propostas.
Fonte: Paraná-Online - Elizabete
Castro (17/08/2010)
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