24/08/2010

Aliados de Osmar querem acelerar campanha

Para os apoiadores de Osmar, falta visibilidade à campanha do pedetista.

Aliados do candidato do PDT ao governo do Estado, senador Osmar Dias, defenderam ontem a intensificação da campanha como forma de alavancar o crescimento nas pesquisas de intenções de voto, até aqui lideradas pelo seu principal adversário, o ex-prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB). Para os apoiadores de Osmar, falta visibilidade à campanha do pedetista, o que deve ser parcialmente revertido com o início da propaganda eleitoral no rádio e na televisão, a partir de hoje.

Ontem, o candidato se reuniu com a bancada de deputados estaduais do PMDB, na residência do líder do governo na Assembleia Legislativa, Caito Quintana. Segundo o líder do PMDB e presidente estadual do partido, deputado Waldyr Pugliesi, a conversa foi no sentido de cobrar o empenho de todos para colocar a campanha nas ruas. "Temos que acelerar a campanha. A velocidade das ações que precisamos ainda é baixa. Precisamos por o pé no acelerador", disse Pugliesi.

A mesma impressão tem o líder do PDT na Assembleia, deputado Luiz Carlos Martins. "Não tenho sido consultado. Se fosse diria que é preciso de um choque de rumos e bem rápido", defendeu. "Temos um candidato preparado, motivado. Ele deve ser o grande condutor dessa locomotiva", afirmou. "Ele tem que dar esse novo rumo e não pode ter receio disso. Ele tem liderança para isso", avalia, afirmando que "esse choque tem que ser permanente".

Martins demonstrou ainda dúvidas sobre o discurso de alguns setores da campanha segundo o qual a propaganda no rádio e na televisão "vai salvar tudo". E considerou equivocada a estratégia de dar ênfase à defesa do governo Requião e dos programas da atual administração. "O Osmar tem que fazer o discurso dele. Exatamente em cima da confiança que o povo tem nele. Conversar com o povo como sempre conversou, olho no olho. Os outros o acompanham. Não pode ir a reboque. Tem que fazer a campanha do Osmar Dias", considerou.

O líder do PMDB, deputado Waldyr Pugliesi, afirmou ainda que na reunião de ontem, foi cobrado mais empenho por parte de todos. "É uma campanha atípica. Tem muita gente varando a cerca, dos dois lados", avaliou. "Tem gente que não está cumprindo com suas obrigações com o candidato ao governo. Dentro do PMDB e também do PT e do PDT", cobrou.

Pugliesi prevê, porém, que o início da campanha na televisão pode ser decisiva, já que a maioria do eleitorado não sabe que Osmar é o candidato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao governo do Paraná. "Se eu sou o candidato (ao governo) colocava o 'barbudo' dia e noite falando", brincou. O deputado lembra que a candidata do PT à presidência, Dilma Roussef, também era desconhecida, e já conseguiu reduzir a distância para José Serra (PSDB) no Paraná, graças ao apoio de Lula. "A Dilma ganha no primeiro turno e vai puxar o Osmar", previu.

Fonte: Bem Paraná - Katia Brembatti (16/08/2010)

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